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As mudanças da Primeira Guerra Mundial na moda

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A década de 10 foi um período marcante por acontecimentos como: A Primeira Guerra Mundial, o início da Revolução Russa, a Implantação da República, o naufrágio do navio Titanic, a popularização do rádio, etc. Na moda aconteceram várias mudanças ao longo dos anos, principalmente durante e depois da Primeira Guerra Mundial, que influenciou muito na maneira de se vestir.

Década de 10: Primeira Guerra Mundial

A Primeira Guerra Mundial ocorreu entre 1914 e 1918, tendo início em 28 de Julho de 1914. O suposto motivo foi o assassinato do príncipe do império austro-húngaro, Felipe Ferdinando. O império austro-húngaro declarou guerra á Sérvia devido às medidas tomadas em relação ao criminoso do príncipe.

As batalhas aconteciam em trincheiras. A guerra teve fim em 1918 e além de deixar cerca de dez milhões de mortos, feridos, arrasar campos agrícolas, destruir indústrias, ainda gerou uma mudança na economia. A moda á partir daí também mudou.

A moda na década de 10

Em 1910 o uso das roupas pretas e brancas tornou-se predominante, porém existiam outras cores como tons fortes (o violeta, azul-safira e o rosa). Para a felicidade das mulheres, a gola alta desapareceu dando lugar ao decote junto ao pescoço. Os cabelos ficaram mais curtos em 1913 e as saias um pouco mais curtas também. As roupas esportivas também agradavam.

 

Influências da guerra na moda

“As modas e as guerras não dão bons casamentos. Mesmo que estas últimas influam indiretamente na aparência daqueles que conseguem escapar com vida.” (Baudot, 2002, p.60)

Com a eclosão da guerra, as mulheres começaram a trabalhar, tarefa que antes pertencia somente ao homem. Tanto as mulheres de classe baixa quanto as de classe media e alta trabalhavam. As de classe baixa trabalhavam nas fábricas e exerciam os ofícios masculinos. Já as mulheres de classe média e classe alta eram chamadas para ajudar nos orfanatos, enfermarias e outros setores.

    

 

O trabalho exigia roupas mais práticas e confortáveis, foi então que sugiram para as mulheres alguns uniformes e calças. Assim, uma visão militarista invadiu os figurinos de moda, como jaquetas com estilo militar, cintos e palas.

 

Em clima de luto aos mortos e feridos da guerra, eram agora usadas cores escuras, tons sombrios. As revistas de moda estampavam em suas páginas roupas inteiras escuras pela primeira vez. Em 1915 as saias ficaram mais curtas, mostrando os tornozelos e depois, a metade da barriga da perna. Os sapatos antes fechados, agora eram descobertos mostrando as meias de algodão.

Mais tarde, os chapéus diminuíram de tamanho e eram bem mais discretos, eram os chamados chapéus “cloche”; especialmente criados para acompanhar os cabelos curtos e penteados que estavam na moda “la garçonne”.

  

Nessa década cheia de mudanças influenciadas pela guerra, alguns estilistas como os franceses Paul Poiret e Coco Chanel, ganharam destaque.

Paul Poiret

Poiret nasceu em Paris, em 1879 e morreu em 1944. Por meio de 1910 quis revolucionar o mundo da moda.  Ele eliminou o espartilho e reduziu o número de roupas intimas, para a felicidade das mulheres. Era exatamente isso o que ele fazia, tentava atender os anseios das mulheres, ele queria simplificar as roupas. Ele criou a saia entravée que acabou tornando o andar da mulher um pouco difícil. Algumas de suas influências eram os ballets russe, e o orientalismo.

 

Coco Chanel

Gabrielle Bonheur Chanel nasceu em Saumur, em 19 de Agosto de 1883 e morreu aos 87 anos em Paris, em 10 de Janeiro de 1971. Nessa época de guerra, Chanel introduziu na moda o jérsei, tecido macio, elástico, de malha. Antes conhecida por seus chapéus exóticos, agora aparece em 1915 com três modelos de tailleurs. Coco Chanel sempre foi uma mulher á frente de seu tempo, sua moda influencia a moda do mundo todo e seu nome se tornou uma grande marca.    

 

 

Mais tarde, na década de 1940, chega a Segunda Guerra Mundial, e mais uma vez mudanças ocorrem no mundo todo, e afetam também a moda.

Foi também nessa década que as mulheres russas deram origem a uma onde de protestos por melhores condições de trabalho e contra a entrada da Rússia na guerra. Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.

No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.

No dia 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist (indústria têxtil) matou mais 150 mulheres, a maioria costureira, com idades entre 13 e 25 anos. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001(ataque as torres gêmeas do World Trade Center). Esse episódio é considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher e uma das versões para a data ser o dia 8 de Março, é por conta da marcha realizada pelas tecelãs de Nova Iorque no dia 8 de Março de 1857, por melhores condições de trabalhos e salários mais justos.

É claro que há muito mais a explorar tanto sobre a guerra quanto as mudanças que a mesma causou na história da indumentária, sobre a origem do Dia Internacional da Mulher (o que poderia render um outro artigo), etc. Mas deixo aqui, uma breve história a respeito.

 

 

Texto por: Carolina Cortez

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