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Prefeitura de São Paulo vai mudar nomes de ruas que lembram agentes da ditadura

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haddad prefeito 2 O prefeito Haddad está revolucionando a capital paulista

  • São Paulo
Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

 

A prefeitura de São Paulo vai substituir nomes de ruas que homenageiam agentes da ditadura militar, a começar pelo Viaduto 31 de Março (referência ao golpe de 1964), localizado na região central da cidade, que passará a ser Viaduto Thereza Zerbini, em honra à ativista que lutou pela anistia de perseguidos pelo regime.

O projeto de lei que altera a denominação do viaduto foi encaminhado (13/8) à Câmara Municipal. Outro projeto, também enviado à Câmara, impede novas homenagens a violadores dos direitos humanos. As ações fazem parte do programa Ruas da Memória para mudar o nome de mais 22 ruas e avenidas que fazem menção a agentes ou figuras-chave da ditadura.

De acordo com a coordenadora de Direito à Memória e à Verdade da prefeitura, Carla Borges, serão substituídos “nomes de torturadores e pessoas que não simbolizam o que a gente acredita que são os valores de uma sociedade que se pretenda efetivamente democrática”.

A ideia não é simplesmente remover as homenagens ao regime, mas trabalhar as memórias ligadas à repressão com os moradores das regiões em que se propõe as alterações. “Queremos usar o programa como uma oportunidade de levar o debate sobre a memória e a verdade para os diversos territórios da cidade”, disse Carla.

A partir das violações cometidas no passado, a idéia é também discutir os reflexos no presente. “Conversar com esses moradores sobre o que foi a ditadura, o que significa o legado autoritário. O que significa a violência de Estado ainda hoje, manifestada principalmente na violência contra jovens negros de periferia pela ação da polícia”, acrescentou.

Na região do Grajaú, extremo sul da capital, houve um encontro de saraus para debater a alteração do nome da Avenida Golbery do Couto e Silva. O general foi chefe da Casa Civil nos governos de Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo. “Foi um encontro de saraus, valorizando os artistas locais da zona sul, para juntos pensarmos qual seria o nome mais adequado; se eles sabiam quem era Golbery e se tinham sugestões de pessoas que promoveram direitos humanos na região”, ressaltou Carla. A partir da conversa, foi encaminhado um projeto para que a via passe a se chamar Padre José Pegoraro.

Além das ruas e viadutos, serão discutidos os nomes de 15 escolas e cinco ginásios que remetem a personagens do regime militar.

Edição: Jorge Wamburg
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