Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (26), Márcio França, ministro do Empreendedorismo, disse que, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não quer concorrer ao governo de São Paulo em 2026, ele se sente “apto” a disputar o cargo.
“Na eleição passada, como o presidente Lula me pediu, eu abri então para que o Haddad fosse o candidato. Dessa vez, como o Haddad disse que não gostaria de disputar, eu me sinto apto a disputar”, disse França ao CNN 360º.
Filiado ao PSB desde 1988, França foi vice-governador durante a gestão de Geraldo Alckmin (PSB), e assumiu o governo estadual em 2018, após renúncia do então mandatário. Ele tentou se reeleger na ocasião, mas foi derrotado por João Doria (PSDB).
Sobre o atual chefe do Executivo estadual, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ministro disse não ter nenhum receio em disputar o cargo contra ele.
“Não tenho nenhum receio de disputar contra o Tarcísio. Acho que ele pode ter seus méritos, mas ele representa um tipo de pensamento, e ele representa outro”, citou.
“Também não tenho certeza que ele ficará em São Paulo. Tenho impressão de que há muita pressão, e percebo nitidamente hoje nas palavras do senador Ciro [Nogueira], que agora há uma pressão muito grande agora no Bolsonaro para que ele decida antecipadamente e decida pelo Tarcísio. Que é o candidato evidentemente mais forte do campo adversário”, adicionou.
Dados da pesquisa Genial/Quaest divulgados nesta quarta-feira (26) mostraram Tarcísio vitorioso em um eventual segundo turno contra Lula na disputa pelo Planalto, com 54% dos votos. O atual presidente acumulou 30%.
Apesar da opinião em relação ao atual governador disputar o pleito de 2026, França também reiterou que Lula, “enquanto tiver disposição e for candidato”, será o nome favorito ocupar novamente a Presidência.
O chefe da pasta de empreendedorismo havia sido questionado sobre a queda na aprovação do petista no estado de São Paulo, ao que respondeu que, quando mais o presidente “conseguir conversar mais ao centro, com figuras públicas”, pode ajudá-lo na eleição presidencial, além do voto do eleitorado evangélico, por exemplo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br