Alvo de operação da Polícia Federal (PF) que apura o desvio de dinheiro público por meio de emendas parlamentares, o secretário de Educação de Belo Horizonte (MG), Bruno Barral, foi afastado do cargo por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
O afastamento ocorreu no âmbito da operação Overclean, que teve sua terceira fase deflagrada nesta quinta-feira (3).
Barral já ocupou o mesmo cargo de secretário em Salvador (BA), onde a investigação teve início. Ele foi indicado pela cúpula do União Brasil ao cargo de BH.
Na casa de Barral, a PF apreendeu dólares, euros, joias e relógios de alto valor em um cofre. A Polícia Federal ainda está contabilizando a quantia apreendida, mas segundo investigadores, a apuração preliminar indica ao menos R$ 100 mil em espécie.
A investigação
Em entrevista à imprensa, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), ressaltou que o processo está relacionado a atos da Prefeitura de Salvador, na Bahia, sem qualquer relação com Belo Horizonte.
A investigação aponta que uma organização criminosa direcionava recursos públicos provenientes de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais, utilizando superfaturamento de obras e desvios financeiros.
Os crimes apurados incluem corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.
A CNN busca contato com a defesa de Bruno Barral.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br