O prefeito de Marília, Vinícius Almeida Camarinha, tornou-se alvo de uma Comissão Processante instaurada pela Câmara Municipal após denúncia que aponta três possíveis infrações político-administrativas. A investigação, já aceita pelo Legislativo, será lida em plenário pela vereadora Fabiana Camarinha, madrasta do chefe do Executivo. O prefeito terá dez dias para apresentar defesa.
⚠️ As acusações
A denúncia levanta suspeitas sérias:
- Residência fora do município: segundo relatos, o prefeito estaria passando a maior parte do tempo em São Paulo, onde mantém apartamento, a esposa possui clínica e os filhos estudam.
- Exercício ilegal da advocacia: Vinícius Camarinha ainda figura como sócio ativo em escritório de advocacia, o que é proibido por lei para quem ocupa cargo de prefeito.
- Aeronave de R$ 5 milhões: o prefeito estaria utilizando com frequência uma aeronave de alto valor, registrada em nome de uma empresa de saneamento, operada por outra empresa vinculada à sua mãe, com sede no mesmo endereço de seu apartamento na capital.
A denúncia afirma que o prefeito é visto voando com a aeronave em dias úteis, o que levanta dúvidas sobre sua dedicação à gestão municipal e reforça a suspeita de que reside fora da cidade, o que fere o princípio da presença obrigatória do chefe do Executivo no município.
🧭 Caminho jurídico e político
A aceitação da denúncia pela Câmara abre caminho para uma apuração formal. Caso as infrações sejam confirmadas, o processo pode culminar em sanções políticas, incluindo a cassação do mandato.
A gravidade dos fatos exige atenção da sociedade e dos órgãos de controle. A Comissão Processante será responsável por conduzir as investigações, ouvir testemunhas e emitir parecer sobre a conduta do prefeito.


