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Em ação conjunta, Ipaam, Sepet, Semades e Ibama resgatam e transportam filhotes de onça para acolhimento no Cetas

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Animais foram encontrados em comunidade de Manicoré e, por isso, foram batizados de “Mani” (fêmea) e “Coré” (macho)

Foto: José Narbaes/Ipaam

Dois filhotes de onça-pintada, encontrados na comunidade São João, em Manicoré (332 km da capital amazonense), foram resgatados e transportados com segurança para Manaus. A ação foi realizada nesta quinta-feira (03/04) pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Secretaria de Proteção Animal do Amazonas (Sepet) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semades) de Manicoré.

Em homenagem à cidade onde foram encontrados, os filhotes receberam os nomes de “Mani” (fêmea) e “Coré” (macho). Eles foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, no Distrito Industrial 1, na zona sul de Manaus. Os animais têm aproximadamente três semanas de vida e pesam 1,325 kg e 1,333 kg, respectivamente.

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que o resgate é mais um exemplo da importância do trabalho em conjunto entre os órgãos ambientais e a comunidade local. “O Ipaam está comprometido com a proteção da fauna amazônica e continuará atuando para assegurar que esses filhotes, assim como outras espécies, tenham a chance de se reintegrar ao seu habitat natural de forma segura”, disse o gestor.

Foto: José Narbaes/Ipaam

A secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Manicoré, Marta Regina, disse que a comunidade São João fica a seis horas de barco do município de Manicoré.

Segundo informações repassadas pela comunidade, os filhotes foram encontrados em uma área de restinga alagada. “Os comunitários aguardaram ainda, segundo relatos deles, uma noite e um dia, mas a mãe não apareceu, nem houve esturros ou qualquer outra marca. Eles então entraram em contato com a secretaria e nós encaminhamos os brigadistas, que foram prontamente ao local para resgatá-las”, contou. As onças foram resgatadas no dia 28 de março.

A bióloga da Gerência de Fauna (GFAU) do Ipaam, Viviane Pavanely, informou que a equipe técnica, composta por um veterinário e duas biólogas do Instituto, acompanhou o transporte dos filhotes até o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e a realização da avaliação preliminar. De acordo com a profissional, “Mani” e “Coré” apresentaram condições de saúde satisfatórias.

“Foi feita uma avaliação preliminar pelos veterinários. A equipe de biólogos e veterinários da Gerência de Fauna do Ipaam acompanharam essa análise para verificar a saúde dos animais. Todo o processo foi bem rápido, evitando ao máximo o contato com os filhotes, que são recém-nascidos, para evitar que adquiram doenças”, destacou.

Foto: José Narbaes/Ipaam

Reintegração à natureza

O superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, explicou que há possibilidade de reintegração à natureza para os filhotes de onça-pintada que chegaram de Manicoré. Ele também fez uma recomendação à população: ao encontrar um animal silvestre, que o conduza aos órgãos ambientais o mais rápido possível, pois são os biólogos e veterinários dessas instituições que poderão fornecer o tratamento adequado às necessidades específicas da espécie.

“Essas onças são muito jovens, têm poucas semanas de vida. O problema é quando o animal está muito domesticado, porque aí a gente não consegue fazer uma introdução imediata, mas isso é analisado, é um cálculo feito pelos veterinários do Cetas, além de outros parceiros que nos ajudam a avaliar a condição do animal e a possível reabilitação e reintegração à natureza”, afirmou o Araújo.

Foto: José Narbaes/Ipaam

O superintendente explicou que o Cetas está passando por reformas e, em breve, terá a possibilidade de reintegração de animais.

No caso das onças, será necessário um trabalho de muitos anos para sua reabilitação. Ele ressaltou, ainda, que o Cetas é um local transitório, onde os animais são avaliados e, enquanto estiverem na unidade, são amparados por toda a infraestrutura disponível, incluindo contratos para fornecimento de alimentos, medicamentos e serviços veterinários.

A destinação final dos filhotes será decidida após essa avaliação, com a possibilidade de encaminhamento para um centro de reabilitação em outro estado brasileiro.


Fonte: www.agenciaamazonas.am.gov.br

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