Futuros avançam com a ‘Superquarta’ no radar

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Enquanto as bolsas europeias operam mistas, os índices futuros dos Estados Unidos avançam nesta quarta-feira (10) em meio à expectativa pela decisão do Federal Reserve, o banco central estadunidense, que deve cortar os juros novamente em 0,25 ponto percentual. As apostas embutidas nos contratos de Fed Funds indicam probabilidade de quase 90% de novo alívio monetário, embora o FOMC (Comitê Federal do Mercado Aberto) permaneça dividido entre o risco de desaquecimento do mercado de trabalho e eventuais pressões inflacionárias.

Investidores também acompanharão o novo gráfico de pontos, as projeções atualizadas e a coletiva do presidente do Fed, Jerome Powell, que pode definir o tom para os mercados neste fim do ano.

Esta “Superquarta” também inclui a divulgação da inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de novembro — estimado em alta de 0,20% no mês — e o fluxo cambial semanal. À noite, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anuncia sua decisão, com expectativa de manutenção da Selic em 15% ao ano.

No plano político, a Câmara aprovou na madrugada um projeto que reduz penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, ao unificar punições quando os crimes forem cometidos no mesmo contexto.

No exterior, além do Fed, o mercado monitora os estoques de petróleo dos EUA, que devem mostrar queda de 1,75 milhão de barris.

Brasil

Embora o Ibovespa tenha ensaiado uma recuperação depois de uma abertura negativa, renovado máximas ao longo da tarde e alternado várias vezes de direção, o índice acabou encerrando a terça-feira (9) praticamente no zero a zero: queda de 0,13%, aos 157.981,13 pontos.

O movimento foi acompanhado pelo câmbio. O dólar comercial subiu 0,26% e fechou cotado a R$ 5,435, enquanto os juros futuros avançaram em toda a curva – em mais um pregão marcado por interrupções temporárias nas negociações.

Europa

Os mercados europeus operam majoritariamente em baixa enquanto investidores aguardam a decisão do Federal Reserve, em meio ao impacto das críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chamou líderes europeus de “fracos” e afirmou que a região está “em decadência”. Segundo ele, autoridades locais falham em lidar com imigração e a guerra na Ucrânia, embora mantenha boas relações com alguns líderes, como Keir Starmer e Giorgia Meloni.

STOXX 600: -0,08%
DAX (Alemanha): -0,11%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,09%
CAC 40 (França): -0,22%
FTSE MIB (Itália): -0,54%

Estados Unidos

Os índices futuros avançam hoje, enquanto o mercado aguarda a decisão do Federal Reserve e a divulgação dos resultados trimestrais da Oracle.

Dow Jones Futuro: +0,09%
S&P 500 Futuro: +0,15%
Nasdaq Futuro: +0,16%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos, com investidores aguardando sinais sobre a trajetória da política monetária do Federal Reserve em sua última decisão do ano. O setor imobiliário chinês avançou diante do otimismo sobre um possível apoio governamental. Já os principais índices acionários subiram em Taiwan, enquanto a Coreia do Sul encerrou o pregão em queda.

Shanghai SE (China), -0,23%
Nikkei (Japão): -0,08%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,42%
Nifty 50 (Índia): -0,08%
ASX 200 (Austrália): -0,08%

Petróleo

Os preços do petróleo operam próximos da estabilidade nesta quarta-feira, após dois dias de queda, em meio a novas preocupações com excesso de oferta no mercado.

Petróleo WTI, +0,21%, a US$ 58,37 o barril
Petróleo Brent, +0,19%, a US$ 62,06 o barril

Agenda

Nos EUA, os destaques são a divulgação dos estoques de petróleo (AIE) semanal, com previsão de queda de 1,75 milhão de barris e o fato mais importante do dia, a decisão do Federal Reserve sobre os juros.

Na China, serão divulgados o índice de preços ao produtor de novembro, com previsão de queda de 2,0%, e o índice de preços ao consumidor, também de novembro, com previsão mensal de alta de 0,2% e variação acumulada de +0,7%.

Por aqui, no Brasil, o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio do Brasil em 2026 deverá crescer 1% em 2026, com produtores garantindo a expansão do setor no país graças à utilização de uma parcela maior de recursos próprios em suas atividades, enquanto o crédito está mais caro e escasso, afirmou nesta terça-feira a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Para 2025, a CNA estima expansão de 9,6% do PIB do agronegócio, que considera os segmentos de insumos, agropecuária, agroindústria e serviços, impulsionado por safras recordes de soja e milho.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





Fonte: ICL Notícias

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