Israel realizou ataques aéreos em bases militares e locais de infraestrutura nas cidades sírias de Damasco, Hama e Homs, informou o exército israelense na quarta-feira (2).
Israel passou anos realizando ataques aéreos na Síria durante o governo do ex-presidente Bashar al-Assad, visando instalações militares ligadas ao Irã e transferências de armas de Teerã destinadas ao grupo armado libanês Hezbollah, que estava implantado no território sírio.
Essa rota de armamentos foi interrompida quando Assad foi deposto, mas Israel continuou a realizar ataques em bases militares sírias.
Os bombardeios atingiram o aeroporto militar na cidade síria de Hama e as imediações do centro de pesquisa científica no bairro Barzeh em Damasco, de acordo com a mídia estatal síria e autoridades locais.
Israel já havia bombardeado instalações do centro de pesquisa científica logo após Assad ser deposto por rebeldes islâmicos em 8 de dezembro, alegando que o centro era utilizado para o desenvolvimento de mísseis guiados e armas químicas.
Israel também afirmou na quarta-feira que atacou a base aérea T4, na província de Homs, local que foi repetidamente atingido por Israel ao longo da última semana.
Fontes de segurança também relataram vítimas após os ataques aéreos em Hama, mas nenhum número oficial de mortos foi divulgado pela mídia estatal síria.
“Israel destruiu completamente a base aérea de Hama para garantir que ela não seja usada. Este é um bombardeio sistemático para destruir as capacidades militares das principais bases aéreas do país”, disse uma fonte militar síria à Reuters, acrescentando que cerca de uma dúzia de ataques destruíram as pistas, a torre, os depósitos de armas e os hangares.
A base aérea de Hama, localizada a oeste da cidade, é uma das principais bases aéreas do país, que foi amplamente utilizada durante o conflito de 13 anos entre Assad e os rebeldes, antes de sua derrubada, como um principal ponto de lançamento para bombardeios em áreas anteriormente controladas pela oposição no norte.
Israel e a Síria têm testemunhado um aumento da violência ao longo da fronteira, marcando uma maior fricção entre os dois países após a instalação de uma nova liderança islâmica depois da queda de Assad do poder.
Desde então, Israel afirmou que não tolerará a presença de militantes islâmicos no sul da Síria e enviou suas próprias tropas para a zona de fronteira da Síria. A liderança síria afirmou que não tem a intenção de abrir uma frente contra Israel.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br