Foto: Divulgação Ascom/SES
A Maternidade Carmela Dutra (MCD), de Florianópolis, unidade do Governo do Estado, realizou uma cirurgia rara em paciente de 18 anos com a síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH). A doença congênita acomete aproximadamente 1 a cada 5.000 a 7.000 mulheres, afeta o sistema reprodutivo feminino e se caracteriza pela ausência ou malformação dos órgãos genitais, principalmente o útero e o canal vaginal.
A técnica utilizada consiste na criação de um canal vaginal, e a introdução de um molde revestido com enxerto composto por parte de placenta doada de um parto cesareana, que transcorreu no mesmo momento da cirurgia. O procedimento durou cerca de duas horas, foi realizado dia 20 de fevereiro pela equipe de cirurgia ginecológica da maternidade, liderada pelo Dr. Ricardo Maia Samways e o Dr. Jorge Abi Saab Netto. A paciente segue internada e passa bem.
“É mais um procedimento cirúrgico importante que é realizado na Maternidade Carmela Dutra em prol das mulheres catarinenses. A paciente nasceu sem a abertura do canal vaginal e sem útero, é uma síndrome rara. Então é feito uma reconstrução do canal com uso de prótese e enxerto, onde vai se aderir a essa nova parede vagina”, explica o Dr Ricardo Maia.
A Maternidade Carmela Dutra é referência em saúde da mulher e do recém-nascido em Santa Catarina. A unidade própria da Secretaria de Estado da Saúde (SES) realiza cerca de 300 partos mensais e atende aproximadamente 300 recém-nascidos anualmente na UTI Neonatal.
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Gabriela Ressel
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Fonte: estado.sc.gov.br