Os mercados globais operam majoritariamente em baixa, nesta terça-feira (13), com os investidores à espera dos dados de inflação ao consumidor (CPI) de dezembro dos Estados Unidos e dos primeiros balanços dos grandes bancos americanos, liderados pelo JPMorgan.
O consenso LSEG aponta alta de 2,7% no CPI em 12 meses, número que ganha peso após o payroll de dezembro indicar um mercado de trabalho ligeiramente mais fraco, embora ainda resiliente. O cenário reforça a leitura de que o Federal Reserve pode adiar o início do ciclo de cortes de juros. Atualmente, os contratos futuros de Fed Funds precificam dois cortes de 0,25 ponto percentual em 2024, com início esperado em junho, segundo a ferramenta FedWatch, da CME.
No Brasil, a agenda destaca a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de dezembro, com projeção de crescimento de 0,1% na comparação mensal. Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária e sanciona o PLP 108/2024, que cria o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), concluindo a regulamentação do novo sistema.
No exterior, além dos dados de inflação, o mercado acompanha a repercussão política envolvendo o presidente do Fed, Jerome Powell. A Casa Branca negou qualquer orientação para investigação, enquanto parlamentares republicanos demonstram preocupação com a escalada retórica do presidente Donald Trump contra o banco central estadunidense.
O noticiário internacional também reflete aumento das tensões geopolíticas, com a Groenlândia reforçando sua estratégia de defesa sob a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e protestos persistentes no Irã contra o regime, apesar da repressão e restrições à internet.
No campo corporativo, o JPMorgan divulga seus resultados antes da abertura dos mercados, abrindo uma semana decisiva para os balanços dos grandes bancos de Wall Street, que inclui ainda Bank of America, Citigroup e Morgan Stanley.
Brasil
O Ibovespa iniciou a semana em tom negativo e encerrou a segunda-feira (12) em leve queda de 0,13%, aos 163.150 pontos, refletindo o aumento das tensões entre a Casa Branca e o Federal Reserve, o banco central estadunidense, além do acompanhamento dos desdobramentos do caso do Banco Master no cenário doméstico. O dólar à vista avançou 0,12%, cotado a R$ 5,37.
No Brasil, as atenções se concentraram na reunião entre o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo Rêgo, o BC considera “muito importante” a realização de uma inspeção do TCU sobre a liquidação do Banco Master, com o objetivo de reforçar a segurança jurídica do processo.
Europa
As bolsas europeias operam em alta, com atenções voltadas para desdobramentos geopolíticos e dados econômicos.
STOXX 600: +0,08%
DAX (Alemanha): -0,01%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,09%
CAC 40 (França): -0,24%
FTSE MIB (Itália): -0,04%
Estados Unidos
Os índices futuros de Nova York recuam hoje, com os investidores à espera dos dados de inflação e, na esfera corporativa, do JPMorgan, que divulgará seu resultado do quarto trimestre antes da abertura do mercado nesta terça, abrindo a temporada de balanços para os bancos.
Dow Jones Futuro: -0,11%
S&P 500 Futuro: -0,09%
Nasdaq Futuro: -0,17%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam em alta, seguindo Wall Street, que também fechou com recorde de indicadores. O índice Nikkei, do Japão, subiu mais de 3%, liderando os ganhos na região após a retomada das negociações depois de um feriado.
Nikkei (Japão): +3,10%
Shanghai SE (China), -0,64%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,90%
Nifty 50 (Índia): -0,45%
ASX 200 (Austrália): +0,56%
Petróleo
Os preços do petróleo sobem após o presidente Donald Trump anunciar a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos de países que “fazem negócios” com o Irã, após uma onda de violência violenta no país do Oriente Médio.
Petróleo WTI, +0,52%, a US$ 59,81 o barril
Petróleo Brent, +0,45%, a US$ 64,16 o barril
Agenda
Nos EUA, saem o indicador de inflação CPI, com previsão mensal de alta de 0,30%; e dados de novas moradias.
Por aqui, no Brasil, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) ingressou na segunda-feira (12) com uma representação que questiona a indicação de Otto Lobo para presidir a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), segundo documento do órgão.
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg
Fonte: ICL Notícias


