Moraes autoriza depoimento de PMs em caso da Igreja Universal

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou três policiais militares do Distrito Federal condenados pelo 8 de Janeiro a serem ouvidos em investigação que apura um caso envolvendo a Igreja Universal.

O pedido foi enviado à Corregedoria da Polícia Militar do DF (PMDF), que, em 9 de janeiro deste ano, pediu ao STF liberação para a oitiva presencial na sede da Subchefia de Ordem Pública da corporação. Apesar de condenados, os PMs ainda não começaram a cumprir pena e seguem em liberdade cumprindo medidas cautelares. 

Nesta segunda-feira (9/1), Moraes autorizou o deslocamento dos militares até o local em datas e horários pré-estabelecidos. 

O MP, por meio da 3ª Promotoria de Justiça Militar, investiga uma denúncia de que policiais militares teriam sido obrigados a participar do evento Formatura Geral dentro da igreja evangélica.

Agora, o promotor responsável, Flávio Milhomem, quer que os coronéis Fábio Augusto Vieira, Jorge Eduardo Naime e Marcelo Casimiro Vasconcelos sejam ouvidos.


Relembre o caso envolvendo a Igreja Universal

  • Segundo denúncia recebida pelo MPDFT, policiais militares teriam sido forçados, em 2022, pelo comando do 6º Batalhão, a frequentar o evento religioso na sede da Igreja Universal, na Asa Sul.
  • O MP apura suposta prática dos crimes de peculato; prevaricação; inobservância da lei, regulamento ou instrução; aplicação ilegal de verba ou dinheiro; abuso de confiança ou boa-fé; patrocínio indébito; usurpação de função, todos do Código Penal Militar, além da prática de improbidade administrativa prevista na Lei nº8.429/92.
  • O MP também investiga se a Polícia Militar usou veículos oficiais, como ônibus, para transportar os policiais.
  • O caso segue em investigação.

O coronel da PMDF Jorge Eduardo Naime foi preso por conta dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro
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O coronel da PMDF Jorge Eduardo Naime foi preso por conta dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Marcelo Casimiro durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos 8 de Janeiro de 2023, na Câmara Legislativa (CLDF)
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Marcelo Casimiro durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos 8 de Janeiro de 2023, na Câmara Legislativa (CLDF)

André Bonifácio/Ascom Chico Vigilante

Fábio Augusto Vieira
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Fábio Augusto Vieira

Breno Esaki/Especial Metrópoles

Os três oficiais foram condenados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, por omissão nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Em julgamento realizado em dezembro de 2025, todos os ministros acompanharam o voto do relator Alexandre de Moraes, que decidiu pela condenação de cinco dos PMs a 16 anos de prisão e 100 dias-multa pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência, grave ameaça com emprego de substância inflamável contra patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima; deterioração de patrimônio tombado; e violação de dever contratual de garantir a ordem pública e por ingerência da norma. Outros dois policiais foram absolvidos.

 



Fonte: Metrópoles

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