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Palestinos protestam contra bombardeios de Israel contra Gaza

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Manifestantes saíram às ruas da cidade de Ramallah, na Cisjordânia, neste sábado (5), em protesto contra os bombardeios de Israel na Faixa de Gaza.

Participantes da marcha acusaram o Exército israelense de atacar trabalhadores de organizações humanitárias.

“O Exército israelense cometeu um terrível crime de guerra ao atacar prestadores de primeiros socorros e médicos do Crescente Vermelho, enquanto os funcionários estavam em ambulâncias, claramente marcadas com as sirenes ligadas e luzes acesas. Por isso, Israel deve ser submetido a punição, submetido a sanções contra esse terrível massacre e essa terrível violação de todas as leis internacionais, que protegem aqueles que fornecem cuidados médicos às pessoas feridas”, disse à Reuters Mustafa Barghouti, político palestino que lidera a União dos Comitês de Assistência Médica Palestina.

Em março, os corpos de 15 trabalhadores do Crescente Vermelho, da Defesa Civil Palestina e das Nações Unidas foram encontrados enterrados em uma cova rasa no extremo sul da Faixa de Gaza, perto dos veículos destruídos.

Israel não se manifestou diretamente sobre as acusações, mas militares israelenses disseram que no dia 23 de março atiraram contra veículos que tinham símbolos do Crescente Vermelho perto da cidade de Rafah. De acordo com os israelenses, o alvo eram grupos de combatentes inimigos. Pelo menos nove pessoas morreram.

“Nossa investigação inicial descobriu que havia terroristas nesses carros, usando aqueles veículos do Crescente Vermelho”, disse o tenente-coronel israelense Nadav Shoshani.

Já o Crescente Vermelho Palestino afirmou que oito de seus funcionários foram mortos no ataque e exigiu que Israel seja responsabilizado pelo caso.

Retorno aos bombardeios

Israel retomou a operação em Gaza com uma pesada série de ataques aéreos em 18 de março. O Exército israelense enviou tropas de volta ao território palestino após uma pausa de dois meses, durante a qual 38 reféns foram devolvidos em troca de centenas de prisioneiros e detidos palestinos.

Nas últimas duas semanas, mais de 280 mil pessoas foram deslocadas em Gaza, de acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) da ONU.

A guerra começou quando combatentes do Hamas invadiram comunidades israelenses em 7 de outubro de 2023 e mataram 1.200 pessoas e também capturaram mais de 250 reféns. Desde então, Israel reduziu grande parte de Gaza a ruínas e matou mais de 50 mil palestinos.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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