Professores da rede estadual de SP anunciam greve para 9 e 10 de abril

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Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo decidiram deflagrar greve geral nos dias 9 e 10 de abril. A paralisação foi anunciada nesta segunda-feira (9) pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) após deliberação em assembleia estadual realizada na última sexta-feira (6).

Batizado de “Operação Braços Cruzados”, o movimento pretende mobilizar docentes de todo o estado em protesto contra o que o sindicato classifica como “ataques recentes” à educação pública e aos profissionais da categoria por parte da gestão do governador Tarcísio de Freitas. Até o momento, o governo estadual não se manifestou oficialmente sobre o anúncio da greve.

Estrutura e condições de trabalho

De acordo com a entidade, a decisão pela paralisação foi tomada após avaliação de medidas adotadas pela administração estadual que, segundo o sindicato, estariam prejudicando a estrutura da educação pública e as condições de trabalho dos professores. Em nota divulgada à imprensa, a Apeoesp afirma que a greve é necessária para dar uma “resposta contundente” ao que considera um processo de desmonte dos serviços públicos e do sistema educacional.

Como parte da mobilização, o sindicato informou que promoverá uma série de atividades preparatórias nas semanas que antecedem a paralisação. Entre as ações previstas estão visitas às escolas da rede estadual, organização de assembleias populares, organização de comitês em subsedes regionais e eleição de representantes em cada unidade de ensino.

Greve será nos dias 9 e 10 de Abril. E foi aprovada nesta segunda-feira (9) (Foto: Reprodução)

A greve

No primeiro dia da greve, em 9 de abril, dirigentes e representantes do sindicato devem percorrer escolas para dialogar com professores, estudantes, pais e funcionários sobre as reivindicações da categoria e os impactos das políticas educacionais em discussão.

Já no dia 10 está marcada uma nova Assembleia Estadual dos Professores, que deverá avaliar a adesão ao movimento e decidir sobre a continuidade ou não da paralisação. A Apeoesp afirma que a mobilização busca ampliar o debate sobre a situação da educação pública no estado e pressionar o governo paulista a rever medidas criticadas pela categoria.





Fonte: ICL Notícias

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