O sindicato dos árbitros franceses disse que seus membros exercerão seu direito de retirada de campo caso eles ou suas famílias sejam colocados em risco.
A decisão veio depois que um árbitro enfrentou uma “demonstração de ódio” após comentários do presidente do Olympique de Marseille, Pablo Longoria. A mídia local informou que Longoria se opôs à nomeação do árbitro Jeremy Stinat para o jogo contra o Auxerre no sábado, que perdeu por 3 a 0.
Longoria disse que a derrota foi causada por “verdadeira corrupção” e expressou sua raiva pelo cartão vermelho mostrado ao zagueiro Derek Cornelius. A entidade máxima do futebol francês (LFP) aplicou uma suspensão de 15 jogos a Longoria por seus comentários na quarta-feira.
A imprensa francesa informou que os pneus de dois carros da família de Stinat foram encontrados rasgados em sua casa antes da partida e que ele havia registrado uma queixa legal pelos danos.
Uma delegação do sindicato dos árbitros (SAFE) se encontrou com a ministra francesa do esporte, Marie Barsacq, na quinta-feira para expressar suas preocupações em relação à segurança dos árbitros. “A natureza dos comentários … colocou em questão a integridade do árbitro e, de forma mais geral, a do corpo de arbitragem. No caso de uma nova violação da sua esfera privada, colocando-os ou às suas famílias em risco, (os árbitros) exerceriam o seu direito de retirada”, disse à SAFE.
O sindicato acrescentou em um comunicado que havia instruído seus assessores jurídicos a se juntarem a Stinat na abertura de uma ação civil com um juiz de instrução do tribunal de primeira instância de Paris.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br