O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recebeu nesta terça-feira (25) piscicultores e prefeitos de cidades afetadas pela morte de peixes no rio Tietê e reforçou que a administração estadual tem um plano de ação para combater o problema. Durante a reunião no Palácio dos Bandeirantes, ele determinou um diagnóstico completo da situação dos pescadores para estabelecer medidas emergenciais de auxílio.
A situação decorre da proliferação de algas e macrófitas na água, causada por atividades humanas que poluem os corpos d’água. Somado a isso, houve um agravamento da situação pelo aumento das temperaturas médias registrado no estado desde o ano passado. Isso tem prejudicado a qualidade da água e causado a morte de peixes no rio Tietê.
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O Governo de São Paulo disponibilizou assistência técnica e pesquisa aos afetados pela morte de peixes no rio Tietê e estabeleceu um plano de ações de curto, médio e longo prazo para o problema. A Secretaria Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) apresentou também nesta terça uma estratégia que inclui a criação de um Grupo de Fiscalização Integrada (GFI) nas bacias hidrográficas do Tietê, que passará a atuar em toda a extensão do rio, com foco nos locais mais críticos, fiscalizando despejos irregulares.
O GFI será composto por membros da Semil, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), da Polícia Ambiental e das prefeituras das cidades cortadas pelo rio.
Além disso, o Governo também estabeleceu medida para garantir a liberação do canal de navegação da barragem de Barra Bonita, onde foi registrada uma proliferação elevada de plantas aquáticas, numa extensão de cerca de 20 hectares. A operadora da barragem se comprometeu em seguir com o manejo das macrófitas, garantindo o seu vertimento gradativo. Esta é uma das seis novas estações anunciadas para ampliar o monitoramento da qualidade da água do Rio Tietê, resultado de um investimento de R$ 8,6 milhões.
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Para as ações de médio e longo prazo, órgãos como a Semil, Cetesb, SP Águas, Fundação Florestal, Sabesp, Emae e seis comitês de bacias discutirão a aquisição e instalação de boias para isolamento da área navegável da barragem de Barra Bonita, a articulação com produtores rurais e entidades do agro para garantir as melhores práticas de conservação do solo para minimizar o escoamento superficial de fertilizantes e outros resíduos para os corpos hídricos, entre outras.
Governo de SP tem medidas estruturantes para combater problemas como a morte de peixes no Rio Tietê
Durante a reunião com os piscicultores sobre a morte de peixes no rio Tietê, Tarcísio destacou também que a gestão pensou a melhoria da qualidade das águas no Estado com medidas estruturantes: a desestatização da Sabesp, por exemplo, garante R$ 260 bilhões em investimentos a SP, antecipa a universalização e beneficia 10 milhões de pessoas com saneamento básico. “Estamos pensando no problema de forma estrutural”, disse o governador.
A desestatização tem como meta antecipar a universalização do saneamento no estado de 2033 para 2029 – o Plano Regional de Saneamento Básico prevê os R$ 260 bilhões até 2060, dos quais R$ 69 bilhões serão aplicados até 2029 para levar água potável, tratamento e coleta de esgoto para toda a população paulista. No âmbito do IntegraTietê, as obras irão avançar significativamente na coleta e tratamento de esgoto, contribuindo para a revitalização do rio Tietê e seus afluentes.
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O Governo de SP ainda tem o programa UniversalizaSP, que busca estruturar soluções regionalizadas de saneamento para garantir resiliência hídrica e o atendimento das metas de universalização, além de garantir a melhoria da qualidade das águas e evitar a morte de peixes no rio Tietê e outros rios. O Estado realizará, com recursos próprios e sem qualquer custo aos municípios, os estudos de viabilidade e modelagem para estruturar a contratação da parceria regionalizada para aqueles que aderiram ao programa, com a participação ativa das gestões municipais, principalmente em relação aos investimentos a serem realizados em cada, e governança estabelecida de forma conjunta.
Fonte: www.agenciasp.sp.gov.br