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Tarifaço de Trump começa a valer neste sábado (5) com taxas de 10%

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Nos Estados Unidos, agentes alfandegários começaram a cobrar a tarifa unilateral de 10% do presidente Donald Trump sobre todas as importações de muitos países, neste sábado (5). O Brasil está entre os afetados.

As taxas mais altas que afetarão produtos de 57 grandes parceiros comerciais dos EUA estão previstas para começar na semana que vem.

A taxação inicial de 10% entrou em vigor nos portos marítimos, aeroportos e armazéns alfandegários dos EUA às 00h01, no horário da Costa Leste dos EUA (1h, no horário de Brasília), marcando a rejeição total de Trump ao sistema de tarifas mutuamente acordadas do pós-Segunda Guerra Mundial.

“Esta é a maior ação comercial de nossas vidas”, disse Kelly Ann Shaw, advogada comercial da Hogan Lovells e ex-assessora comercial da Casa Branca durante o primeiro mandato de Trump.

Shaw disse em um evento da Brookings Institution na quinta-feira que ela esperava que as tarifas evoluíssem ao longo do tempo, à medida que os países buscassem negociar taxas mais baixas. “Mas isso é enorme. Esta é uma mudança bastante sísmica e significativa na maneira como negociamos com todos os países da Terra”, ela acrescentou.

O anúncio de tarifas de Trump na última quarta-feira (2) abalou profundamente os mercados de ações globais, eliminando US$ 5 trilhões em valor de mercado de ações para empresas do S&P 500 até o fechamento de sexta-feira (4) – uma queda recorde de dois dias.

Os preços do petróleo e das commodities despencaram, enquanto os investidores fugiram para a segurança dos títulos do governo.

Entre os primeiros países atingidos pela tarifa de 10% estão Brasil, Austrália, Reino Unido, Colômbia, Argentina, Egito e Arábia Saudita. Um boletim da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) para embarcadores indica que não há período de carência para cargas na água à meia-noite de sábado.

Mas um boletim da CBP forneceu um período de carência de 51 dias para cargas carregadas em navios ou aviões e em trânsito para os EUA antes das meia-noite de sábado. Essas cargas precisam chegar até as 00h01, no horário da Costa Leste dos EUA (1h01, no horário de Brasília), de 27 de maio para evitar a taxa de 10%.

Neste mesmo horário, na quarta-feira (9), as maiores taxas de tarifas “recíprocas” de Trump de 11% a 50% devem entrar em vigor.

As importações da União Europeia serão atingidas com uma tarifa de 20%, enquanto os produtos chineses serão atingidos com uma tarifa de 34%, elevando o total de novas taxas de Trump sobre a China para 54%.

O Vietnã, que se beneficiou da mudança das cadeias de suprimentos dos EUA para longe da China após a guerra comercial do primeiro mandato de Trump com Pequim, será atingido por uma tarifa de 46% e concordou na sexta-feira (4) em discutir um acordo com Trump.

O Canadá e o México foram isentos das últimas taxas de Trump porque ainda estão sujeitos a uma tarifa de 25% relacionada à crise do fentanil nos EUA para produtos que não cumprem as regras de origem EUA-México-Canadá.

Trump está excluindo das tarifas produtos sujeitos a taxação separada de segurança nacional de 25%, incluindo aço e alumínio, carros, caminhões e autopeças.

O governo republicano também divulgou uma lista de mais de 1.000 categorias de produtos isentas das tarifas.

Avaliadas em US$ 645 bilhões em importações de 2024, elas incluem petróleo bruto, produtos petrolíferos e outras importações de energia, produtos farmacêuticos, urânio, titânio, madeira e semicondutores e cobre. Exceto por energia, a administração Trump está investigando vários desses setores para novas tarifas de segurança nacional.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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