Foto: Acervo CASAN
Com o objetivo de compartilhar informações sobre a importância do saneamento para a saúde pública e a conservação do ambiente, a CASAN (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) também desenvolve ações com trabalhadores das obras de modernização da Estação de Tratamento de Esgoto Insular, em Florianópolis.
“Quando compartilhamos o conhecimento dos processos e do funcionamento das estruturas com as pessoas que estão construindo a unidade estimulamos um sentimento de pertencimento e de compreensão sobre a importância do trabalho que estão executando”, explica a bióloga Myrna Hornke, que atua na supervisão ambiental das obras.
A função das estruturas da ETE nas diferentes etapas de depuração do esgoto foi assunto de um dos mais recentes diálogos de meio ambiente. Durante o encontro, Myrna explicou que o esgoto passa por diversas etapas e métodos de tratamento (físico, químico e biológico) para a remoção de contaminantes, como sólidos suspensos, nutrientes em excesso, compostos orgânicos, metais pesados e microrganismos causadores de doenças.
No tratamento preliminar, por exemplo, peneiras e desarenadores fazem a remoção de sólidos grosseiros, como folhas, detritos e resíduos grandes e areia, para evitar danos a equipamentos e obstruções em etapas posteriores. E no tanque aerador (Reator MBBR) acontece o tratamento biológico, com atuação de microrganismos que fazem a decomposição da matéria orgânica.
O processo de depuração inclui ainda uma fase no decantador secundário, com sedimentação do lodo resultante da atuação das bactérias e a separação da parte líquida do efluente. O lodo vai passar então por três etapas até sua disposição final em aterro sanitário licenciado, enquanto a parte líquida seguirá para última fase do tratamento, com desinfecção do efluente final por sistema de cloro-gás para eliminação de microrganismos patogênicos.
Todo o processo garante que o efluente tratado que retorna à natureza esteja dentro dos padrões ambientais (CONAMA n°430/11). “Por esse motivo, as estações de tratamento desempenham um papel fundamental na preservação do meio ambiente e dos ecossistemas marinhos, evitando a contaminação de corpos d’água, contribuindo para a sustentabilidade dos recursos hídricos e garantindo a saúde e a qualidade de vida da população”, complementa a bióloga.
A ampliação e modernização do sistema de esgotamento sanitário Insular estão sendo executadas com investimento de R$ 245 milhões, garantidos junto à Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).
Fonte: estado.sc.gov.br