O anúncio de novas tarifas por Donald Trump pegou o mercado de surpresa, não pela medida em si, mas pela magnitude e audácia da proposta, conforme avaliação de William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.
Durante sua participação no WW, Alves destacou que, embora Trump tenha sido eleito com uma plataforma protecionista, o tamanho das tarifas anunciadas superou as expectativas.
“O que foi surpresa, na verdade, foi o tamanho. E talvez audácia, que muita gente não acreditava que ele fosse fazer isso”, comentou o especialista.
Possíveis impactos econômicos
Alves antecipa que as novas tarifas devem resultar em aumento de preços nos Estados Unidos e possível desaceleração do crescimento econômico.
No entanto, ele ressalta que é difícil mensurar o impacto exato, lembrando que tarifas impostas no primeiro mandato de Trump não causaram um “spike inflacionário” significativo.
O estrategista também apontou um potencial aumento na arrecadação do governo americano como consequência das tarifas. Segundo ele, Trump argumenta que isso poderia permitir uma redução de impostos para os residentes nos Estados Unidos.
Perspectivas de negociação
Apesar dos desafios, Alves vê uma possibilidade positiva emergindo deste cenário. “Existe a possibilidade, e isso poderia ser um catalisador positivo para os mercados olhando à frente, […] de sentar para negociar”, afirmou.
Ele argumenta que, sendo o mercado americano o maior do mundo, países como Vietnã poderiam optar por negociar em vez de retaliar, potencialmente obtendo condições vantajosas em relação a outros países.
O especialista conclui que, embora o cenário apresente desafios, também pode abrir oportunidades para renegociações comerciais, ressaltando a complexidade das relações econômicas internacionais no atual contexto geopolítico.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br