Estudantes do Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte participaram da última visita educativa à exposição dedicada ao escultor Sergio Camargo, É Pau, É Pedra…, que encerrou recentemente sua temporada. O grupo integrou a programação pedagógica final da mostra e teve a oportunidade de conhecer de perto o universo artístico do brasileiro, reconhecido internacionalmente por esculturas marcadas por formas geométricas e jogos de luz e sombra.
Durante a atividade, os estudantes circularam pelo espaço expositivo, observaram diferentes obras e conheceram mais sobre o processo criativo do artista. A visita também incluiu momentos interativos, nos quais os jovens puderam explorar elementos da exposição de forma prática, estimulando a curiosidade e a atenção aos detalhes presentes nas esculturas e no ambiente ao redor.
De acordo com Brenda Medeiros Santos, coordenadora pedagógica que acompanhou o grupo, a experiência fora da sala de aula despertou uma percepção diferente nos estudantes. “Para mim é incrível ver a reação dos alunos de estarem em outro espaço. Eles apreciam cada detalhe que às vezes a gente não repara. Eles olharam até as plantas, notaram o espaço, e isso para mim é muito engrandecedor”, afirmou.
Ela destacou ainda que os jovens se envolveram com as atividades interativas da exposição, participando de jogos e montagens que estimularam a criatividade.
“Eles criaram ali, se relacionaram na parte interativa, conseguiram jogar, montaram coisas. Teve uma parte da criatividade deles que foi explorada com isso e, para mim, isso é fundamental”, explicou a coordenadora.
Segundo Brenda, esse tipo de atividade permite que os estudantes experimentem novas formas de aprendizado e se conectam de maneira mais ativa com os conteúdos apresentados.
Debate pedagógico
A visita também abriu espaço para discussões pedagógicas. Também professora da área de exatas, Brenda aproveitou as esculturas para relacionar a arte com conceitos trabalhados em disciplinas como matemática e desenho geométrico.
“Para mim foi imprescindível que a obra tratasse especificamente com figuras geométricas. Eu consegui abordar com os alunos questões de volume, área e aresta, que são conteúdos que a gente trabalha em matemática”, contou.
Outro ponto que chamou a atenção durante a visita foi a possibilidade de trabalhar o conceito de perspectiva a partir das obras. A educadora propôs aos estudantes que observassem uma mesma escultura de diferentes ângulos para perceber como a percepção muda dependendo da posição do observador.
“A gente viu a obra de um lado e perguntei para um aluno o que ele estava vendo. Depois fomos para o outro lado e perguntei novamente. A resposta já era diferente”, relatou.
Para a coordenadora, esse exercício também ajuda a ampliar reflexões sobre convivência e diálogo. “Num mundo em que as coisas estão tão extremas, é muito importante aprender a se colocar no lugar do outro. Às vezes, só conseguimos enxergar algo a partir do nosso próprio ponto de vista. Quando mudamos de posição, vemos outra coisa”, explicou.
Processo de aprendizagem
A estudante Giovana Alves de Moura Sampaio contou que a visita foi marcante, especialmente por ser a primeira vez que conheceu o teatro pessoalmente.
“Eu achei incrível. Eu nunca tinha visitado esse teatro. Eu achei ele lindo vendo pelas fotos e, vendo assim pessoalmente, foi incrível. Eu queria muito ter vindo aqui antes. Falando da exposição em si, eu gostei muito também porque eu gosto muito de exposições, então foi uma experiência nova”, disse.
Já a aluna Yasmin Lorrane destacou como algumas obras surpreendem quando o público descobre o significado por trás delas. “Quando você olha para as obras, você não espera que seja tão intenso quanto quando você lê. Teve uma obra em específico, sobre mulheres que passaram por torturas, que quando eu olhei não achei que seria aquilo. Depois que eu li, fiquei impressionada”, relatou.
As estudantes também comentaram o interesse pelo espaço que recria o ateliê do artista. “Eu gostei de todas as obras, mas acho que o que eu mais gostei foi o ateliê. Não é nem uma obra em si, mas o espaço onde o Sergio Camargo fazia todas essas obras dele de figura geométrica. Lá é bem interessante e eu gostei muito”, contou Gabriela, ressaltando que a experiência ajudou a entender melhor o processo criativo por trás das esculturas.
Abaixo, confira mais fotos das visitas:
Fonte: Metrópoles








