Fotos: Richard Casas /GVG
A vice-governadora Marilisa Boehm destacou a importância dos fundos sociais para Santa Catarina em uma palestra na Univali, em Itajaí, na noite desta quarta-feira, 2. No evento, que foi promovido pelo Conselho Regional de Contabilidade e voltado para profissionais do setor e para a classe empresarial da região, ela comentou que os fundos são fundamentais para se fazer a transformação social necessária e não são apenas uma ferramenta para repasse de recursos.
“São o elo entre o governo e as pessoas. Instrumentos de reconfiguração social, de equidade e do cuidado humano”, disse. A vice-governadora ressaltou que os catarinenses vivem em um estado admirado pela força econômica, diversidade de culturas e por belezas naturais que tanto encantam. Mas que em Santa Catarina ainda existem desigualdades, com regiões ricas e pujantes e outras cidades que enfrentam desafios diários. E é justamente aí que os Fundos Sociais se tornam essenciais.
O trabalho conjunto entre o governo e a sociedade civil organizada, por meio dos fundos sociais, apontou a vice-governadora, já rende bons resultados. Ela citou como exemplo apoio às APAEs, os projetos de combate à violência contra a mulher, os incentivos ao esporte nas comunidades e as iniciativas de proteção ao meio ambiente. “Com gestão responsável, transparente e com a participação da sociedade, conseguimos multiplicar o recurso aplicado e oferecer os parâmetros de um trabalho de cuidado social, sério e dedicado. Queremos e podemos ser exemplo de solidariedade, de inteligência tributária, de direcionamento dos incentivos legais, de participação cidadã e de cuidado com os que mais precisam. Como vice-governadora, e ao lado do nosso governador Jorginho Mello, reafirmo o nosso compromisso com uma gestão pública eficiente, participativa e com foco em resultados”, argumentou.
Potencial
Marilisa citou que o potencial de doações no estado, via declaração de Imposto de Renda, fica ao redor de R$ 480 milhões para pessoas físicas e de R$ 121 milhões para pessoas jurídicas. São valores que poderiam ficar em Santa Catarina, mas que vão para Brasília por não encontrarem destino nas leis de incentivo federal. “Destes números, efetivamente, cerca de R$ 17 milhões foram doados por pessoas físicas e R$ 27 milhões por pessoas jurídicas. Ou seja, podemos fomentar muitos projetos para a nossa gente”, avaliou.
A vice-governadora sugeriu a possibilidade dos valores serem direcionados pelos profissionais de contabilidade na hora de fecharem as declarações de impostos para seus clientes. Os recursos podem ser direcionados para, por exemplo, o Fundo para a Adolescência e Infância (FIA) e Fundo do Idoso em todos os municípios catarinenses. E quem desejar participar pode fazer tudo sem ter custos. “É simples: basta procurar os fundos sociais ou uma organização com projetos aprovados – como o Fundo da Infância e Adolescência, Fundo do Idoso, Fundo do Esporte, Projetos Culturais ou Audiovisuais – e orientar os contribuintes sobre os limites das destinações e deduções possíveis”, concluiu.
Mais informações:
Jornalista Alessandro Bonassoli
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Fonte: estado.sc.gov.br