O pastor Joel Webbon, de Austin, Texas, viralizou ao afirmar que pais brancos deveriam alertar seus filhos sobre o “perigo dos negros” — uma declaração racista, infundada e absolutamente incompatível com qualquer princípio cristão. Feita durante o podcast Right Response Ministries, a fala não apenas distorce estatísticas, mas também distorce a própria essência da fé que ele diz pregar.
Webbon alegou que o risco de uma pessoa branca ser vítima de um negro seria “30 vezes maior” — uma afirmação sem fonte, sem base, e desmentida por dados oficiais do FBI. Mas mais grave que a mentira estatística é o veneno ideológico: um líder religioso incitando medo e segregação racial em nome de Deus.
A PALAVRA DE DEUS NÃO É ESCUDO PARA O PRECONCEITO
A Bíblia fala de amor ao próximo, de compaixão, de igualdade entre os filhos de Deus. O que Webbon faz é o oposto: usa o púlpito como palanque para o racismo, transformando a fé em ferramenta de exclusão. É um atentado à espiritualidade, à dignidade humana e à própria missão pastoral.
O VERDADEIRO PERIGO ESTÁ EM QUEM PREGA O ÓDIO
A fala do pastor gerou revolta nas redes sociais. Um internauta resumiu bem: “Deus criou os negros assim como criou você. Seremos julgados pelo caráter, não pela cor da pele”. Outro lembrou que o verdadeiro perigo está em líderes religiosos que abusam de sua influência para disseminar preconceitos.
Webbon, em vez de recuar, reafirmou suas palavras, dizendo que “não se desculpa por nada”. Isso mostra que o problema não é apenas ignorância — é convicção. E quando o preconceito vira convicção religiosa, a fé deixa de ser ponte e vira muro.
A SOCIEDADE PRECISA REAGIR
Não basta repudiar. É preciso denunciar, educar, confrontar. Líderes religiosos têm enorme influência sobre comunidades — e quando essa influência é usada para espalhar medo e intolerância, toda a sociedade precisa se levantar. Porque o silêncio diante do racismo é cumplicidade.


