A Prefeitura de Marília publicou um decreto que reajusta em 25% as tarifas da Zona Azul, o sistema de estacionamento rotativo da cidade. A medida, que eleva o valor de uma hora de R$ 2 para R$ 2,50 e de duas horas de R$ 4 para R$ 5, foi anunciada como parte de uma “modernização do sistema” pela concessionária Rizzo Parking. Mas para os motoristas marilienses, o impacto é direto e doloroso: mais custo, menos justificativa.
💸 Um aumento sem diálogo
O reajuste foi decidido sem consulta pública ou debate transparente com a população. Em tempos de inflação e dificuldades econômicas, cobrar mais pelo mesmo serviço é, no mínimo, insensível. A justificativa da empresa — manutenção e modernização — soa vaga diante da ausência de melhorias visíveis no sistema atual.
⏳ Mais tempo, mais cobrança
O decreto também amplia o tempo máximo de permanência na mesma vaga de duas para três horas, com uma nova tarifa de R$ 6. Embora isso possa parecer um benefício, na prática é mais uma forma de aumentar a arrecadação. O motorista que antes pagava R$ 4 por duas horas agora desembolsa R$ 6 por três — um acréscimo de 50% no gasto total.
⚠️ Cobrança administrativa: o ponto mais polêmico
Outro aspecto criticado é a cobrança administrativa em caso de notificação, que agora pode chegar a R$ 25. Embora o usuário receba 40% de crédito desse valor, a penalidade continua sendo um dos pontos mais contestados pela população. A falta de clareza sobre como e quando essas cobranças são aplicadas só aumenta a sensação de injustiça.
🚶♂️ Mobilidade urbana ou maquiagem?
A concessionária anunciou ainda um projeto de patinetes elétricos compartilhados para 2026. Embora a proposta pareça moderna e sustentável, soa como uma tentativa de desviar o foco do aumento abusivo das tarifas. A população precisa de soluções reais e acessíveis — não promessas futuristas que pouco aliviam o presente.


