- sacolas plásticas são degradação ao meio ambiente
Marília, SP — Em pleno século XXI, quando o mundo inteiro discute soluções sustentáveis e combate à poluição, um projeto polêmico tenta empurrar Marília de volta ao passado. O vereador Guilherme Burcão (DC) quer revogar a chamada “Lei das Sacolinhas” — aquela que proíbe o uso de sacolas plásticas convencionais no comércio local. A proposta já recebeu parecer jurídico contrário da Procuradoria da Câmara, que classificou a ideia como um claro “retrocesso ambiental”.
🧨 A volta do plástico?
Burcão afirma que a lei atual é “simbólica, ineficaz e socialmente injusta”. Segundo ele, o consumidor continua pagando caro por sacolas — agora vendidas como “verdes” — sem que haja qualquer mudança real na produção ou descarte do plástico. Em outras palavras: o problema continua o mesmo, só que agora custa mais para o bolso do povo.
Mas será que a solução é simplesmente voltar a distribuir sacolas plásticas como se nada tivesse acontecido? Ambientalistas e juristas dizem não. O parecer da Procuradoria é claro: revogar a lei seria um ataque à proteção ambiental já conquistada, violando inclusive princípios constitucionais.
💸 Quem paga a conta?
Burcão também denuncia que a substituição das sacolas por alternativas biodegradáveis não acontece na prática. O consumidor paga por sacolas que continuam sendo de plástico comum, enquanto o discurso ecológico serve apenas como fachada. E quem mais sofre? Os mais pobres, que agora precisam comprar sacos de lixo à parte ou pagar pelas “sacolas verdes” nos supermercados.
🌱 Política ambiental ou teatro?
A proposta reacende um debate urgente: estamos realmente avançando em políticas ambientais ou apenas encenando uma peça para parecer sustentáveis? O vereador defende que é hora de parar com “a política do símbolo” e investir em ações concretas — como coleta seletiva, educação ambiental e responsabilidade compartilhada entre indústria, governo e consumidor.
“Precisamos sair da política do símbolo e enfrentar o problema com políticas públicas que funcionem de verdade”, dispara Burcão.
🗳️ E agora?
Apesar do parecer contrário, o projeto ainda será analisado pelas comissões permanentes da Câmara. Se seguir adiante, audiências públicas devem ser convocadas. Mas uma coisa é certa: a proposta já acendeu o alerta vermelho entre ambientalistas e cidadãos conscientes.


