Gilson Pereira Costa é o novo símbolo da farra com dinheiro público — 156 horas semanais e 500 km de distância entre empregos!
Se você achava que já tinha visto de tudo na administração pública brasileira, prepare-se para mais um capítulo do FEBEAPA — Festival de Besteiras que Assola o País, como dizia Stanislaw Ponte Preta. No Maranhão, um servidor foi flagrado acumulando nada menos que sete cargos públicos em diferentes prefeituras, recebendo R$ 15.546 por mês. Isso mesmo: sete cargos, uma só pessoa, e nenhuma lógica.
O nome da aberração administrativa? Gilson Pereira Costa. Segundo o Ministério Público de Contas, ele aparece como funcionário em municípios que, somados, chegam a quase 500 km de distância entre si. A carga horária declarada? 156 horas semanais — praticamente o total de horas que existem em uma semana inteira. Nem se fosse um clone com superpoderes daria conta.
OS CARGOS DA VERGONHA
- Amapá do Maranhão: Chefe de Seção Administrativa (40h)
- Centro Novo do Maranhão: Assessor Administrativo (sem carga definida)
- Godofredo Viana: Assessor Técnico I (40h)
- Junco do Maranhão: Técnico em Informática (20h)
- Presidente Médici: Assessor Especial (36h)
- Santa Rita: Agente Administrativo (20h)
- Turilândia: Coordenador (sem carga definida)
IMPOSSÍVEL, IMORAL E ILEGAL
A investigação concluiu o óbvio: não há como esse servidor cumprir todas essas funções de forma efetiva. A distância entre os municípios e a sobrecarga horária tornam o acúmulo não apenas impraticável, mas fraudulento. É o retrato da impunidade institucionalizada — onde o servidor vira fantasma e o contribuinte paga a conta.
E AGORA?
O Ministério Público de Contas encaminhou representação ao Tribunal de Contas do Estado. Espera-se que Gilson e os gestores que permitiram essa aberração sejam responsabilizados. Porque isso não é só um erro — é um tapa na cara da população que trabalha de verdade.
Brasil, onde o absurdo é rotina e o serviço público vira piada. Mas ninguém está rindo.


