Alcolumbre critica oposição por ocupação de Mesas: “Arbitrário”

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se manifestou nesta terça-feira (5/8) sobre a ocupação das Mesas Diretoras do Senado e da Câmara dos Deputados por parlamentares da oposição ao governo Lula (PT). Em nota, Alcolumbre classificou a ação como “exercício arbitrário das próprias razões” e afirmou que a medida inviabiliza o funcionamento do Parlamento.

Segundo o presidente da Casa Alta, o Congresso Nacional tem responsabilidades com o país, especialmente na apreciação de matérias que impactam diretamente a população.

“A ocupação das Mesas Diretoras das Casas, que inviabilize o seu funcionamento, constitui exercício arbitrário das próprias razões, algo inusitado e alheio aos princípios democráticos”, escreveu Alcolumbre.

O senador também fez um apelo à serenidade e ao “espírito de cooperação”, destacando a necessidade de respeito, civilidade e diálogo para que os trabalhos legislativos sejam retomados.

Ele anunciou ainda que convocará uma reunião de líderes para discutir a situação e buscar uma solução que permita o retorno das atividades regulares do Congresso, garantindo a expressão de todas as correntes políticas nas sessões do Senado e da Câmara.

Oposição ocupa mesas no Senado e Câmara

A manifestação de Alcolumbre ocorre após parlamentares da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocuparem, simultaneamente, as Mesas Diretoras das duas Casas legislativas em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

No Senado, os senadores Damares Alves (Republicanos-DF), Jorge Seif (PL-SC), Jaime Bagattoli (PL-RO), Izalci Lucas (PL-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES) participaram da ocupação. Malta chegou a sentar na cadeira do presidente da Casa, usada por Alcolumbre durante as sessões plenárias.

Confira:

Na Câmara dos Deputados, a manifestação foi semelhante. Deputados da oposição colocaram fitas na boca em sinal de protesto e prometeram permanecer na Mesa Diretora até que o plenário vote projetos relacionados à anistia e ao fim do foro privilegiado. “Só sairemos daqui quando anistia e fim do foro forem votados”, afirmou o deputado Sanderson (PL-RS) em publicação nas redes sociais.

Assista:

 

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que a ocupação continuará enquanto o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), estiver fora de Brasília.

Colaborou: Luciana Saravia



Fonte: Metrópoles

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