EDITORIA DE INTERNACIONAL
FOTO LEGENDA- Delegação brasileira que estava na Flotilha a caminho da Faixa de Gaza • Instagram/@gmtgbrasil
Enquanto o mundo assiste ao prolongamento de um dos conflitos mais devastadores da história moderna, o governo de Israel dá mais um passo rumo à violação dos direitos humanos: mantém em cárcere privado ao menos 15 brasileiros, entre eles a deputada federal Luizianne Lins, que integravam a Flotilha Global Sumud, missão humanitária que levava alimentos e remédios à Faixa de Gaza.
Interceptados em águas internacionais, os ativistas foram levados à prisão de Ketziot, no deserto de Negev, onde, segundo relatos, estão incomunicáveis, submetidos à falta de água, comida, medicamentos e até agressões físicas3. Alguns iniciaram greve de fome, em protesto contra o tratamento desumano recebido.
O Brasil, que sempre acolheu o povo israelense com respeito, segurança e prosperidade, exige reciprocidade. Por que o governo de Israel trata brasileiros como criminosos, como animais em jaulas, quando seu povo encontrou aqui afeto e liberdade? É injusto, é cruel, é inaceitável.
O acordo de paz sustentado pelo presidente Donald Trump, que previa reconhecimento mútuo e estabilidade regional, foi ignorado por Israel, que segue negando o direito à existência do Estado da Palestina. A paz não se constrói com bloqueios, prisões arbitrárias e bombardeios. Reconhecer a Palestina é reconhecer a dignidade de um povo que resiste há décadas.
Desde o início da ofensiva militar em Gaza, mais de 33 mil palestinos foram mortos, sendo 70% mulheres e crianças, segundo dados da ONU. O território virou ruínas. O cerco virou fome. E a ajuda humanitária virou alvo militar.
O Brasil exige a libertação imediata dos brasileiros detidos, como exige também a libertação dos judeus sequestrados em 7 de outubro. Porque a vida humana não tem lado — tem valor.
Onde está escrito, na Bíblia ou em qualquer livro sagrado, que se pode matar inocentes pelo prazer de exalar o odor fétido do sangue? Onde está a justiça que protege os fracos, os pacíficos, os que estendem a mão?
Esta matéria é um apelo. Um grito. Um chamado à consciência internacional.
Libertem os brasileiros. Reconheçam a Palestina. E parem de matar em nome da paz.


