A imagem da terceiro-sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Marcela da Silva Morais Pinno, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na foto oficial do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, transcende o protocolo institucional. Mais do que uma presença formal, trata-se de um gesto carregado de significado: uma policial que foi brutalmente agredida pelos golpistas de 8 de janeiro comparece ao ato que reafirma a rejeição à anistia daqueles que atentaram contra a pátria.
A violência sofrida
Marcela atuou no Batalhão de Choque durante os atos antidemocráticos e relatou ter sido espancada, atingida com barras de ferro e arremessada da cúpula do Congresso Nacional, de uma altura de três metros. As agressões deixaram sequelas físicas e psicológicas, marcas de uma violência que não pode ser esquecida. Sua resistência naquele dia foi sustentada pela solidariedade dos colegas de farda, que a retiraram da selvageria.
O gesto nobre
Ao aceitar o convite da Presidência da República para estar presente no ato de veto, Marcela não apenas representou sua corporação. Ela simbolizou todas as vítimas da violência golpista, mostrando que a bravura não se limita ao enfrentamento físico, mas também à coragem de se expor publicamente como testemunha da barbárie. Sua presença reforça a mensagem de que não haverá perdão para quem atacou a democracia e feriu servidores que defendiam as instituições.
O significado político e social
A PMDF esclareceu que sua participação não configurou ato político-partidário, mas sim presença institucional em evento oficial de Estado. Ainda assim, o gesto transcende a formalidade: é a reafirmação de que o país não pode esquecer os crimes cometidos em 8 de janeiro. A bravura de Marcela Pinno se torna símbolo da resistência contra o negacionismo, o ódio e a violência que marcaram aquele dia.
Bravura!
Marcela Pinno não é apenas uma policial militar. É uma sobrevivente da violência golpista e uma voz que ecoa em defesa da democracia. Sua presença ao lado do presidente Lula no ato de veto à anistia é um gesto nobre, que honra sua trajetória e reafirma que o Brasil não pode permitir que a impunidade apague as feridas abertas contra a pátria.


