ANÁLISE POLÍTICA| Ausente, pago pelo povo e intocável: o retrato da impunidade política no Brasil

Compartilhe:

Enquanto milhões de brasileiros enfrentam jornadas exaustivas, salários baixos e demissões por faltas mínimas, um deputado federal — filho do ex-presidente — desfruta de vida confortável nos Estados Unidos, longe do Congresso, longe do povo, mas bem perto do salário público que continua pingando pontualmente em sua conta.

O caso de Eduardo Bolsonaro é mais do que um escândalo político: é um tapa na cara da democracia. O parlamentar está ausente há meses, sem justificativa plausível, e mesmo assim o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquivou o pedido de cassação de seu mandato, ignorando o clamor popular e a gravidade da situação.

A decisão soa como um deboche institucional. Um parlamentar que deveria representar o povo brasileiro, legislar em seu nome e prestar contas à sociedade, opta por viver fora do país, sem cumprir suas obrigações, e ainda é blindado por seus pares. É como se o Congresso dissesse: “Aqui, regras não se aplicam a todos.”

A indignação cresce. Nas ruas, nas redes, nas rodas de conversa, o sentimento é unânime: isso é uma aberração política e jurídica. O Brasil, que já viu sua bandeira ser vilipendiada em atos grotescos, agora assiste à sua democracia ser cuspida por quem deveria defendê-la.

O trabalhador brasileiro, que perde o emprego por uma falta injustificada, vê um deputado ausente por meses ser premiado com silêncio e impunidade. É hora de virar esse jogo.

O povo precisa ocupar as ruas, exigir respeito, exigir ética, exigir que o mandato de quem zomba da nação seja cassado. Porque democracia não é palco para privilégios — é trincheira de responsabilidade.

Outras Notícias

Domínio Global Consultoria Web