
Hélida Guerra
Equipes da Prefeitura de Santos seguiram neste sábado (2), desde as primeiras horas do dia, atuando no atendimento às famílias atingidas pelo incêndio que destruiu cerca de 100 moradias sobre palafitas no Caminho São Sebastião, na Zona Noroeste, na manhã anterior.
Ao todo, 25 pessoas aceitaram acolhimento provisório no Complexo Esportivo da Zona Noroeste (antigo Dale Coutinho), à Rua Fausto Felício Brusarosco, 8-120 – Castelo), onde também está sendo oferecida alimentação pelo restaurante Bom Prato da Vila Gilda e a cozinha comunitária. A UME Pedro Crescenti (Av. Brig. Faria Lima s/nº, Rádio Clube) está de sobreaviso para eventual acolhimento.
O Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) Rádio Clube cadastrou, até a tarde deste sábado, 242 famílias, totalizando 549 pessoas. O serviço segue de prontidão. No final da tarde de sexta-feira (1º), a Prefeitura definiu como medida emergencial que as famílias atingidas receberão o valor de R$ 1 mil por mês a título de auxílio-aluguel. O valor será dividido entre a Prefeitura (R$ 600,00) mais o governo estadual (R$ 400,00).
As secretarias de Desenvolvimento Social (Seeds) e das Prefeituras Regionais (Sepref) estão no atendimento direto aos atingidos, fornecendo refeições, água potável, roupas, colchões, kits de higiene e apoio psicológico.
O Centro de Convivência Rádio Clube, antigo Centro da Juventude (Av. Brigadeiro Faria Lima, 1.291), continua funcionando como ponto de apoio às famílias afetadas, oferecendo suporte emergencial e cestas básicas. A Defesa Civil do Estado entregou 200 colchões, cobertores e 100 kits de higiene para atender as famílias.

“ASSISTÊNCIA PARA TODOS”
O prefeito Rogério Santos voltou ao local do ocorrido na manhã deste sábado (2) e destacou que “nenhuma família ficará sem apoio”. Garantiu que as equipes continuarão atuando até que todos os atingidos tenham condições seguras para retomar suas rotinas. “A providência agora é garantir abrigo e segurança às pessoas que perderam suas casas. As famílias estão sendo atendidas pela Prefeitura com medidas emergenciais, por meio da doação de colchões e cestas básicas encaminhadas pelo Governo do Estado; com alimentação oferecida pelo Bom Prato, com doações de toda a população que estão sendo arrecadadas pelo Fundo Social; com atenção à saúde tanto física como mental por meio da Secretaria de Saúde; estamos com uma rede de serviços para que todos tenham assistência”, enumerou.
O chefe do Executivo estará em Brasília, na terça-feira (5), com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, e o secretário nacional de Habitação, Augusto Henrique Alves Rabelo, em reunião articulada pelo deputado federal Paulo Alexandre Barbosa. Também há articulações com o Governo do Estado na área de habitação.
O trabalho de apoio envolve múltiplas frentes, desde o acolhimento emergencial até esta articulação com os governos estadual e federal para acelerar a entrega de moradias definitivas. Segundo o prefeito, cerca de 900 unidades habitacionais devem ser concluídas nos próximos 12 meses, com mais mil previstas por meio de financiamento do município com recursos do CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe).
ATENDIMENTOS DE SAÚDE
A Secretaria de Saúde manterá psicólogos de prontidão na Policlínica Vila Gilda para atendimento à comunidade atingida pelo incêndio durante o tempo que for necessário.
COMUNIDADE
Além de toda mobilização e apoio da Prefeitura, a comunidade também se une para ajudar as famílias afetadas. Vizinhos se organizaram para recolher roupas, alimentos, colchões e oferecer abrigo temporário. O ponto de arrecadação é na Associação dos Moradores da comunidade.
“Não dá para ficar parado vendo tanta gente sem nada. Estamos juntando o que podemos para ajudar as famílias a recomeçar”, disse a moradora e responsável pela associação, que ajudava a carregar a organizar as doações, na manhã deste sábado (2), Andrea de Souza, 50 anos.
Moradores relataram momentos de desespero durante o incêndio e afirmaram que a presença rápida dos serviços de emergência foi fundamental para evitar uma tragédia maior. A causa do fogo ainda está sendo investigada pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Civil. “Eu só consegui pegar minha filha e sair correndo, na verdade ela que me acordou gritando que a casa estava pegando fogo. O fogo tomou conta de tudo muito rápido”, contou emocionada a dona de casa Rosimar Marques, 48, moradora há mais de 10 anos da região.
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Fonte: Prefeitura de Santos


