Bauru seca de novo: o descaso da prefeita Suéllen Rosim vira caso de revolta popular

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Mais um ano, mais uma promessa não cumprida. A cidade de Bauru enfrenta novamente o drama da falta d’água, e o que era para ser prioridade virou motivo de protesto nas ruas. A prefeita Suéllen Rosim, reeleita com o compromisso de resolver a crise hídrica, agora vê sua gestão afundar em promessas vazias e justificativas absurdas — como culpar São Pedro pela seca.

Neste domingo (5), moradores do Jardim Terra Branca e bairros vizinhos se reuniram na Praça Kasato Maru e marcharam até a Avenida Comendador José da Silva Martha, bloqueando o trânsito em um ato de indignação. Cartazes, gritos de ordem e relatos de sofrimento marcaram o protesto. Famílias estão há mais de uma semana sem água, dependendo de caminhões-pipa que não chegam, lavando roupa em lavanderias e tomando banho em casas de parentes.

“Em 2024, fiquei 33 dias sem água. Agora, tudo continua igual”, disse Romilda Pereira, moradora do bairro. “A prefeita prometeu resolver em 2020 e repetiu em 2024. Nada foi feito”, afirmou Cássio Silva, liderança do movimento.

A situação é crítica: o Rio Batalha, principal fonte de abastecimento, está com nível de apenas 1,51 metros, quando o ideal seria 3,20 metros3. O rodízio de água foi reduzido para apenas 14 horas em dias alternados, e mais de 100 mil pessoas estão sem abastecimento regular4. A cidade vive sob decreto de situação de emergência, com incêndios agravando ainda mais o cenário4.

E o que faz a prefeitura? Amplia a frota de caminhões-pipa, mas não resolve o problema estrutural. O Departamento de Água e Esgoto (DAE) segue sem plano eficaz, e a população paga caro pela inércia de uma administração sem planejamento e sem compromisso com o povo.

A crise já é objeto de apuração e será tema de votação na Câmara Municipal. Vereadores como Júnior Lokadora e Eduardo Borgo estiveram no protesto, prestando solidariedade aos moradores e cobrando ações concretas.

Chega de desculpas. Bauru quer água na torneira. Quer respeito. Quer uma gestão que trate o básico como prioridade.

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