“Quando gigantes brigam, o chão treme — e quem perde é sempre o povo”
LEGENDA: REINALDO PAVARINI CAMINHA AO LADO DO EX-PREFEITO, DANIEL ALONSO, EM FOTO ARQUIVO/ FOTO JULIO CESAR DE CARLIS
O silêncio foi quebrado. Reinaldo Pavarini, dono da RIC Ambiental, finalmente se pronunciou após o rompimento unilateral do contrato de concessão do DAEM pela Prefeitura de Marília. E o que se ouviu não foi diplomacia — foi ataque direto ao prefeito Vinícius Camarinha, com palavras duras e acusações que expõem os bastidores de uma disputa de poder que ultrapassa os limites da política e entra no campo da guerra institucional.
O dono da RIC dispara
Pavarini não poupou críticas. Em sua fala, afirmou que o prefeito “não tem capacidade de gestão” e que “a cidade está abandonada”. Disse ainda que “Vinícius não honra compromissos” e que “a decisão de romper o contrato foi política, não técnica”. O empresário também acusou o governo municipal de “falta de transparência” e “desrespeito aos marilienses”.
Briga de cachorro grande — o chihuahua não se mete
O embate entre Pavarini e Camarinha é uma típica briga de gigantes. De um lado, um empresário influente, dono de uma concessionária que venceu legalmente uma licitação. Do outro, um prefeito herdeiro de uma dinastia política que tenta manter controle sobre os rumos da cidade. E no meio disso tudo, o povo — que não tem poder, não tem voz, e agora também não tem água confiável.
A metáfora é clara: briga de cachorro grande, o chihuahua não se mete. Mas o problema é que, enquanto os poderosos se enfrentam, quem apanha é a população.
Judicialização à vista, prejuízo garantido
Com o rompimento do contrato, a RIC deve levar o caso à Justiça. E se vencer, a Prefeitura pode ser condenada a pagar uma indenização milionária. Dinheiro que não sairá do bolso dos envolvidos — mas sim do contribuinte. Mais uma vez, o cidadão comum paga pela vaidade e pela disputa de egos.
O povo não é figurante
A população de Marília não pode ser tratada como espectadora de um duelo entre titãs. A cidade precisa de gestão, não de guerra. Precisa de soluções, não de vinganças. E precisa, acima de tudo, de respeito. Porque quando os gigantes brigam, o chão treme — mas quem cai é sempre o mais fraco.


