Insinuação sobre uso de drogas vira espetáculo político e causa constrangimento geral
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A sessão da Câmara de Santo André nesta terça-feira (9) parecia seguir o roteiro de sempre — até que o presidente Carlos Ferreira (MDB) resolveu transformar o plenário em palco de insinuações. Após adiar a votação de todos os itens da ordem do dia, Ferreira fez um gesto que sugeria que o vereador Dr. Marcelo Chehade (PSDB), ausente na tribuna, estaria envolvido com substâncias ilícitas.
O gesto foi claro. A reação? Um misto de risadas constrangidas e olhares de espanto.
🎭 “GRIPE”, DISSE ELE
No final do vídeo que registrou o momento, ao ser questionado sobre o gesto, Ferreira tentou se esquivar com uma resposta que beira o surreal:
“Gripe.”
A desculpa não convenceu. A cena viralizou e levantou questionamentos sobre o nível de decoro dentro da Casa Legislativa.
🔁 POLÊMICA RECICLADA
O episódio lembrou outro momento constrangedor da política nacional: durante a campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024, o então candidato Pablo Marçal (PRTB) insinuou — sem provas — que Guilherme Boulos (PSOL) consumia cocaína. A estratégia? Desqualificar o adversário com gestos e insinuações, sem dizer uma palavra.
⚖️ CÂMARA NÃO É PALCO DE PIADA
A atitude de Ferreira reacende o debate sobre o uso de gestos ambíguos e provocações em ambientes públicos. Quando o presidente da Câmara se comporta como se estivesse num programa de auditório, quem perde é a democracia.
Política não é stand-up. E o plenário não é lugar para mímica ofensiva.


