
Uma “onda laranja” formada por mais de 200 mulheres coloriu a Orla da Praia, da Avenida Conselheiro Nébias, no Boqueirão, até a Concha Acústica, no Gonzaga, na manhã deste domingo (30). A caminhada foi realizada em alusão ao Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher e Meninas (25 de novembro).
A Caminhada pelo Fim da Violência Contra as Mulheres contou com a participação da bateria da Escola de Samba Dragões da Real, que se juntou à mobilização para dar ainda mais visibilidade à luta contra a violência de gênero.
Organizada pela Coordenadoria de Políticas para a Mulher (Comulher), vinculada à Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher), a iniciativa já se tornou tradição na Cidade e ressalta o compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente durante o mês dedicado ao tema.
Nina Barbosa, secretária da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos, destacou a importância da mobilização, no mês conhecido como Novembro Laranja.
“Infelizmente, a gente vive uma realidade de uma escalada de violência no País, onde a cada quatro minutos, no Brasil, uma mulher é vítima de violência doméstica e números alarmantes, como a gente teve em 2024, com quatro mulheres assassinadas por dia. Então isso é um número muito, muito ruim para toda a nossa sociedade e cabe a todo cidadão, ou representante do governo, ou sociedade civil, estarmos juntos, unidos para essa questão”, disse.
Nina destacou que a caminhada é um grito de socorro das mulheres, da sociedade, para dar um basta na violência. “Ninguém aguenta mais abrir ali noticiário e ver episódios de violência cada vez mais graves acontecendo”, afirmou.
Hannah Mahmoud Carvalho ressaltou que é advogada, mulher, mãe, filha e esposa e , por isso, se sentiu na obrigação de comparecer à caminhada.
“Eu atuo por mulheres e eu não poderia de forma alguma deixar de participar não só deste evento, como de vários outros como esse, para que essa informação do que é a violência e de que ela não pode existir mais vá até todas as mulheres. Porque se todas souberem quais são e todas as formas de violência, que não é só bater, não é só agressão física, elas, com certeza, vão sair desses ciclos onde ficam presas e vão sobreviver. É isso que a gente quer”.
Audrey Kleys, vice-prefeita e secretária de Educação, pontuou que a legislação do Novembro Laranja foi de autoria dela quando era vereadora.
“Além de cumprir a legislação, é uma conscientização que a gente leva para toda a sociedade. O que muitas mulheres e famílias passam ao longo dos 365 dias do ano. Hoje, a gente alerta com a cor laranja a importância de se falar cada vez mais com os nossos filhos, com as nossas crianças e os adolescentes sobre o respeito, respeito ao outro, à mulher, à família. É o grande recado, a grande mensagem que a gente leva por meio de ferramentas legais sim, mas por mais conscientização e educação das nossas crianças”, declarou.
Já Renato Bravo, secretária de Desenvolvimento Social, frisou que é mais uma mais um ano em que o governo municipal consegue reunir um grupo de mulheres e de homens também para fazer a caminhada.
“É importantíssimo. Para alguns pode ser só uma caminhada, mas para nós, e para muitas outras pessoas que passam por essa violência aqui, não só física, mas emocional, patrimonial, é fundamental ter essa conscientização. A gente tem dito muito que precisamos de legislações fortes, que protegem de fato às mulheres, mas não tem conseguido evitar que as mulheres continuem sendo agredidas e ameaçadas. Então isso só vai acontecer quando sensibilizarmos toda a sociedade. E essa caminhada hoje é mais um movimento com esse objetivo”, disse.
PARCERIA
Estiveram envolvidas na caminhada os seguintes movimentos e entidades: Conselho Municipal dos Direitos da Mulher; Mulheres Pretas Empreendem; Grupo Mulheres do Brasil – Santos; Mulheres S.A.; Bruto Fruto; Movimento de Arregimentação Feminina (MAF); LIGA Santos; Rotary Club de Santos – Boqueirão; Soroptimista Internacional de Santos; LOKAS; OAB-Santos; Bordallo Cultural e Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), entidade vinculada à Associação Comercial de Santos (ACS).
Esta iniciativa contempla os itens 5 e 16 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Igualdade de Gênero e Paz, Justiça e Instituições Eficazes. Conheça os outros artigos dos ODS
Fonte: Prefeitura de Santos


