Campeão na Escola encerra o ano com histórias inspiradoras, exemplos e muito atletismo para alunos de Santos

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Campeãs com os alunos. #Paratodosverem.

Fábio Maradei

Imagine uma criança entre 10 e 12 anos podendo receber dicas de destaques internacionais do atletismo, inclusive uma medalhista olímpica e uma bicampeã paralímpica. E, depois participando de um festival tendo esses ícones acompanhando de perto? A sexta e última edição de 2025 do Projeto Campeão da Escola foi mais do que especial,  marcada pela emoção, interação e inspiração para cerca de 250 alunos da rede municipal de Ensino e do Projeto Arte no Dique, nesta sexta-feira (31), no Sesi Santos, na Zona Noroeste. 

O objetivo de unir educação e esporte para a formação de jovens foi mais do que cumprido, com as três convidadas de peso, ovacionadas pelas crianças ao contarem suas trajetórias de superação e conquistas: a bicampeã paralímpica e tetracampeã mundial Beth Gomes; a medalhista olímpica do revezamento 4x100m em Pequim 2008; Rosemar Coelho; e a maratonista Sirlene Souza, bronze nos Jogos Pan-Americanos do Rio 2007.

As três conversaram com a garotada, no tom de motivação, sobre a importância do esporte na vida deles, sem nunca esquecer os estudos. Compartilharam histórias de vida, desafios superados e reforçaram valores como disciplina, perseverança e a importância da educação como base para o sucesso.

Depois, os alunos das UMEs Lourdes Ortiz, Pedro II, Maria Luiza Alonso e do Arte no Dique tiveram a parte prática, ao participar do Festival de Atletismo organizado por Sirlene Pinho, hoje educadora física da rede municipal.

A iniciativa é uma realização da Fundação Pro-Esporte (Fupes), em parceria com as secretarias de Educação (Seduc) e Esportes (Semes), confirmando que educação e esporte.

“Maravilhoso mostrar que tudo começa na escola. É um dever estar junto com essas crianças sempre que posso. O esporte foi tão bom comigo, que tenho o dever de mostrar para estas crianças que também podem, independentemente se vão se tornar atletas ou não, e que tudo que acreditam e sonham, vão conseguir. Fico muito feliz em retribuir tudo que o esporte me deu”, afirmou Rosemar.

BETH GOMES

Beth Gomes, que já havia sido destaque na edição passada do Campeão na Escola, voltou a ressaltar a satisfação em compartilhar sua vida de superação com a nova geração. E, ficou feliz com o carinho recebido novamente. “Só me motiva a continuar, para que um dia eu possa deixar meu legado para que aproveitem ao máximo e se tornem campeões, profissionais de Educação Física ou o que quiserem ser”, enalteceu.

A bicampeã paralímpica foi mais além, abordando a questão social, além do incentivo à educação e ao esporte. “Com esse projeto, podemos tirar essas crianças das ruas, trazendo para o esporte e, lógico, sempre enfatizando o estudo, que é primordial na vida de cada um deles. Então, eu sou muito feliz, realizada em estar junto”, destacou. “O esporte não tem limite. Você pode fazer tudo o que quiser. No meu caso, a minha cadeira de rodas é um detalhe para mim. Ela me leva onde eu quiser, me leva para o mundo”, complementou.

Para Sirlene, o sentimento foi ainda maior. Pela realização do festival em conjunto com o Campeão na Escola, pelo carinho recebido pelos alunos e por seguir atuando junto com a Fupes. “Uma honra estar aqui. Disputei tantas provas defendendo a Fupes e agora estou aqui como treinadora. Também ver meu projeto crescendo, sendo reconhecido é muito bom. Quero que tenham mais festivais como esse, feitos por outros professores também. A nova geração precisa e merece esse apoio”, vibrou. “Acho que estou mais nervosa do que elas. Eles treinaram e sabem o que é um arremesso, um lançamento, velocidade. A minha ideia é que tomem gosto e quem sabe, surja um campeão”, revelou.

DISPUTAS

No festival, as crianças disputaram provas de arremesso de peso, lançamento de dardo, salto em distância, velocidade e revezamento. Foram entregues medalhas a todos e troféus aos três primeiros de cada disputa. 

Para os alunos, o bate-papo serviu de incentivo. Pietra Manoela, 12 anos, ressaltou o que Rosemar falou no bate-papo. “Que conseguiu ganhar campeonatos com 12 anos e viajar em vários lugares do mundo para conseguir medalhas. Isso motiva, não é?”, disse Pietra, depois do salto em distância. “Gosto mais de correr”, admitiu. 

Mais desinibido, Gabriel Moraes foi o primeiro em sua bateria na corrida. Saiu sorridente e falante. “É bom estar aqui, competir com os amigos e aprender mais com quem é fera. Elas são muito boas e nos mostraram que se levarmos a sério, podemos chegar longe”.

AMPLIAR 

O presidente da Fupes, Fred Monteiro, agradeceu a participação das medalhistas e abordou o sucesso da ação. “São mais de dez anos, sempre com a presença de grandes nomes que recebem todo esse carinho das crianças e ajudam muito. Hoje, temos seis edições por ano e o objetivo é aumentar para oito, dez. O mais importante de tudo é passar para essas crianças que o esporte é uma ferramenta de transformação, de mudanças e pode trazer tudo de melhor. O esporte só traz coisas boas, faz o bem”.

 

Esta iniciativa contempla o item 3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Saúde de Qualidade. Conheça os outros artigos dos ODS  

Fotos: Raimundo Rosa

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Projeto traz destaques do atletismo para inspirar alunos da rede municipal
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Fonte: Prefeitura de Santos

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