O cenário da natureza na cidade está com mais cor! Chegou a temporada dos ipês-amarelos, que estão repletos de flores e podem ser vistos em canteiros, jardins, praças e parques neste início de setembro. A combinação da exuberância da cor amarela com o verde das folhas e dos gramados e o azul do céu encanta a vista e alegra o coração. Aproveite para apreciar, os ipês-amarelos dão o ar da graça até o fim de setembro, em vários pontos da cidade.
Em Campinas, explica o secretário de Serviços Públicos e engenheiro agrônomo, Ernesto Paulella, são encontradas três espécies de ipê-amarelo: o amarelo do campo, de porte entre 5 e 7 metros de altura; o amarelo-cascudo (Cerrado), com flores em amarelo de tons mais escuros, também com porte entre 5 e 7 metros de altura e o amarelo da serra, com inflorescência de amarelo mais intenso, com porte entre 10 e 12 metros de altura.
A florada dos ipês-amarelos dura entre cinco e dez dias, dependendo das condições climáticas, como temperatura, ventos e chuvas. Os ipês-amarelos gostam mais do calor, porém florescem no final do inverno, anunciando a chegada da primavera. Este ano a inflorescência está bem regular, porque o inverno foi bem característico.”, explica o secretário.
Os ipês-amarelos, assim como os das demais cores, são utilizados na arborização da cidade. Cultivados no Viveiro Municipal Otávio Tisseli Filho, no Parque Xangrilá, os ipês são plantados nas praças, nos parques, nos jardins e nas microflorestas de Campinas.
“A mais utilizada na cidade é o ipê-amarelo do campo, porém as três espécies são plantadas. São da família bignoniaceae, com flores agrupadas. As espécies são caducas (decíduas), que perdem as folhas para dar lugar às flores.”, complementa Ernesto Paulella.
Sementes e mudas
No Viveiro Municipal há cerca de 15 mil mudas de ipê, de várias espécies, em cultivo. As sementes são coletadas nas árvores que estão pela cidade, cultivadas e depois as mudas são plantadas nas áreas verdes públicas.
As sementes de ipê, explica Paulella, são conhecidas como “sementes aladas”, porque possuem uma estrutura leve, como se tivessem “asas”, que são levadas e dispersas pelo vento.


