Cantareira tem leve recuperação e tem maior nível desde o fim de 2025

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Após o período de chuvas frequentes nas regiões dos reservatórios, quatro dos sete sistemas que abastecem a região metropolitana de São Paulo apresentaram recuperação nos níveis de armazenamento, segundo a última atualização, divulgada nesta sexta-feira (23/1). O Sistema Cantareira, principal manancial da Grande São Paulo, atingiu 21,1% do volume útil, que, apesar de baixo, é o maior patamar registrado desde novembro do ano passado.

De acordo com o Painel de Mananciais da Sabesp, os dados atualizados às 9h desta sexta-feira, indicam que já foram registrados 45,8% do volume de chuva esperado para janeiro. Ao todo, foram 120,1 milímetros acumulados, frente a uma média histórica mensal de 262 milímetros.

O Sistema Cantareira passou os últimos meses sob atenção constante das autoridades, após oscilar repetidamente em níveis considerados críticos. Em 8 de janeiro, o índice registrado foi de 19,9%. Em 7 de dezembro, o Cantareira também atingiu 19,9%, nível considerado crítico pela Agência Nacional de Águas (ANA). Nos dias seguintes, o cenário se agravou, com o volume útil caindo para 19,7%, o menor registrado naquele período.

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Volume de águas nas represas de São Paulo é o menor desde o auge da crise hídrica em 2015
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Volume de águas nas represas de São Paulo é o menor desde o auge da crise hídrica em 2015

Reprodução/Wikimedia Commons

Represa Billings, na área da zona sul de SP
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Represa Billings, na área da zona sul de SP

Omar Matsumoto, Gabriel Inamine, Luciana Nascimento e Nilson Sandré, PMSBC

Hidroavião cai na represa Jaguari (SP)
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Hidroavião cai na represa Jaguari (SP)

Reprodução/Prefeitura de Bragança Paulista

Sistema Cantareira, responsável por abastecer a Grande SP
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Sistema Cantareira, responsável por abastecer a Grande SP

Divulgação/Sabesp

Sistema Cantareira abastece cerca de 7,3 milhões de pessoas por dia.
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Sistema Cantareira abastece cerca de 7,3 milhões de pessoas por dia.

Divulgação/Sabesp

Sistema Cantareira, em SP
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Sistema Cantareira, em SP

Governo de São Paulo


Nível dos reservatórios

Além do Sistema Cantareira, outros mananciais que abastecem a região metropolitana de São Paulo apresentaram níveis estáveis ou em elevação, segundo dados recentes da Sabesp.

  • Sistema Alto Tietê: opera com 27,9% da capacidade, armazenando 156,53 hm³. O acumulado de chuva no mês é de 172,9 mm, abaixo da média histórica de 232,1 mm.
  • Sistema Cotia: registra 42,7% da capacidade, com 7,05 hm³ armazenados. O acumulado mensal de chuva é de 125,8 mm, inferior à média histórica de 216,6 mm.
  • Sistema Guarapiranga: opera com 65,2% da capacidade, com volume armazenado de 111,6 hm³. O acumulado de chuva no mês chegou a 229 mm, próximo da média histórica de 242,4 mm.
  • Sistema Rio Claro: registra 52,2% do volume, com 7,13 hm³ armazenados. O acumulado mensal é de 323,4 mm, acima da média histórica de 295,5 mm.
  • Sistema Rio Grande: está com 73,8% da capacidade, totalizando 82,84 hm³, com 200,8 mm de chuva no mês, contra média histórica de 243,4 mm.
  • Sistema São Lourenço: opera com 68,4% do volume, armazenando 60,77 hm³. O acumulado mensal é de 223,4 mm, abaixo da média histórica de 269,4 mm.

Apesar da melhora em parte dos sistemas, o cenário ainda exige monitoramento contínuo, especialmente nos mananciais que seguem próximos de faixas consideradas críticas.

Patamar de operação

As faixas de operação do sistema de abastecimento variam de acordo com o volume útil de água armazenado e definem os limites de retirada. Na Faixa 1, considerada normal, quando o volume é igual ou superior a 60%, o limite de captação é de 33 metros cúbicos por segundo (m³/s). Já na Faixa 2, de atenção, aplicada quando o volume fica entre 40% e 60%, a retirada máxima permitida cai para 31 m³/s.

Quando o volume atinge entre 30% e 40%, o sistema entra na Faixa 3, de alerta, com limite de retirada reduzido para 27 m³/s. A Faixa 4, de restrição, é acionada quando o volume fica entre 20% e 30%, permitindo a retirada de até 23 m³/s. Por fim, na Faixa 5, considerada especial, aplicada quando o volume útil fica abaixo de 20%, o limite de retirada é o mais restritivo, de apenas 15,5 m³/s.

 



Fonte: Metrópoles

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