Frustrados os esforços por qualificação e empregabilidade na cidade.
Crítica ao modelo atual de qualificação
Falta de conexão com escolas e empresas: Apesar de parcerias com instituições como Senai, Senac e Etec, os cursos não têm conseguido dialogar com a realidade das escolas locais nem com as demandas concretas das empresas. O resultado é uma formação que não atrai nem prepara adequadamente.
Desistências e baixa adesão
Mesmo com transporte gratuito, certificação e encaminhamento para vagas, os cursos enfrentam evasão e turmas vazias. Isso indica que o modelo atual não está alinhado com os interesses e necessidades da população.
Gestão pública sem prioridade clara
A prefeitura afirma que se esforça, mas os resultados mostram que a qualificação profissional não tem sido tratada como prioridade estratégica. A falta de campanhas eficazes, escuta ativa e planejamento de longo prazo compromete o impacto do programa.
Necessidade de reformulação profunda
O programa precisa ser entregue a uma entidade com capacidade técnica, autonomia e visão de futuro. Uma gestão mais conectada com o setor produtivo e educacional pode transformar a qualificação em ferramenta real de inclusão e desenvolvimento.
Caminhos para reverter o quadro
Criar um conselho gestor com representantes da sociedade civil, setor empresarial e instituições de ensino.
Estabelecer metas claras de empregabilidade e impacto social.
Investir em comunicação direta com jovens e desempregados.
Priorizar cursos com alta demanda e potencial de transformação.
A qualificação profissional não pode ser apenas uma vitrine de boas intenções. É preciso ação coordenada, escuta ativa e compromisso com resultados concretos.


