O chanceler do Irã, Seyed Abbas Araghchi, negou que tenha mantido qualquer contato diplomático com os Estados Unidos em meio à guerra no Oriente Médio. A informação foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano nesta segunda-feira (16/3).
“Meu último contato com o sr. Witkoff foi antes da decisão de seu chefe de acabar com a diplomacia com mais um ataque militar ilegal contra o Irã”, disse Araghchi em um comunicado publicado na rede social X.
Mais cedo, o portal norte-americano Axios afirmou que o ministro das relações do Irã e o enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, mantiveram contato direto nos últimos dias através de mensagens de texto. O objetivo, informaram fontes ouvidas pelo jornal, seria costurar um possível acordo entre Teerã e Washington.
Nos últimos dias, o presidente dos EUA declarou que o Irã busca negociar, mas com termos não favoráveis aos norte-americanos.
O governo iraniano, porém, nega as afirmações e diz que não vê motivos para retomar qualquer tipo de discussão. Isso porque, dizem autoridades do Irã, os dois países já estavam em negociações nucleares antes dos EUA e Israel iniciarem os ataques contra o país.
Por isso, o chanceler do Irã classificou as alegações de contatos recentes como uma forma de os EUA “enganar” a opinião pública diante da crise instalada no setor petrolífero mundial, motivada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.
“Qualquer alegação contrária [relacionada ao último contato entre EUA e Irã ter acontecido antes do início da guerra] parece ter como único objetivo enganar os negociadores de petróleo e o público”, declarou Araghchi.
Fonte: Metrópoles


