/Coluna Família TEA/ A perspectiva da intervenção precoce centrada na família , por Greyce Kelly Alves

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Greyce Kelly Alves
Mestre em Fonoaudiologia pela USP;
Fonoaudióloga da área de saúde pública;
Especialista em linguagem e disfagia;
Formação e vivência internacional Universidade de Évora (Portugal), Hospital Rush (Chicago-EUA) e Hospital Mataró (Espanha);
Formação internacional ADOS2, JASPER, SPACE e Modelo Denver de Intervenção Precoce-ESDM;
Instrutora Mestre do Teste de Desenvolvimento Denver II pela Universidade do Colorado-EUA;
Formadora oficial Brasil- Aplicador Teste Denver II;
Docente e palestrante; Desenvolvimento Infantil e Autismo.

A PERSPECTIVA DA INTERVENÇÃO PRECOCE CENTRADA NA FAMÍLIA

A Intervenção Precoce Centrada na Família (IPCF) é um modelo que posiciona a família como protagonista no processo de desenvolvimento da criança, reconhecendo a unidade indissociável entre ambos. Baseada na perspectiva ecossistêmica, essa abordagem considera o desenvolvimento infantil intrinsecamente ligado aos contextos de vida da família, incluindo suas interações, rotinas e recursos disponíveis. O objetivo é promover o desenvolvimento global da criança enquanto se fortalece a competência familiar, capacitando os cuidadores a atenderem às necessidades da criança de maneira responsiva, adaptada e integrada ao cotidiano.

A família, os cuidadores e a escola representam os contextos primários onde a criança passa a maior parte do tempo, desempenhando um papel central em seu desenvolvimento.

Estudos indicam que o tempo em ambientes de intervenção profissional é significativamente menor em comparação com o tempo dedicado aos contextos diários da criança (Dunst, Hamby & Raab, 2020). Mais do que a duração, a qualidade das interações, caracterizada pela responsividade, é determinante para o desenvolvimento cognitivo, linguístico, motor, social e emocional, gerando impactos mais profundos e duradouros.

A IPCF empodera os pais e cuidadores a transformarem interações diárias em oportunidades ricas de aprendizado, ampliando os benefícios para além do atendimento profissional.

Essa abordagem permite a integração de estratégias terapêuticas nas rotinas familiares, favorecendo a generalização das habilidades adquiridas e o desenvolvimento de competências essenciais para a vida da criança. Flexível e respeitosa às particularidades de cada família, a IPCF exige colaboração interdisciplinar entre profissionais de saúde, educação e assistência social, que trabalham em parceria com a família para promover o desenvolvimento integral da criança em todos os seus contextos de vida.

Assim, a intervenção precoce centrada na família converte rotinas em caminhos de inclusão, unindo família e profissionais para que a criança alcance seu pleno potencial.

Parabenizo e agradeço ao grupo Família TEA Bauru pelo suporte essencial às famílias e à comunidade, e ao Portal GPN pelo espaço dedicado à informação e conscientização.

REDES SOCIAIS:

  • Ms. Greyce Kelly Alves – @greycekelly.alves;
  • Grupo Família TEA Bauru – @familiateabauru
  • Portal GPN – @grupoportaldenoticias

Referências:

  • Dunst, C. J., & Espe-Sherwindt, M. (2016). Family-centered practices in early childhood intervention. In B. Reichow et al. (Eds.), Handbook of Early Childhood Special Education (pp. 37–55). Springer.
  • Dunst, C. J., Hamby, D. W., & Raab, M. (2020). Modeling the effects of family-centered practices. Journal of Early Intervention, 42(3), 239–257.
  • Franco, V. (2015). Intervenção Precoce na Infância: Um Olhar Centrado na Família. Lisboa: Coisas de Ler.
  • Guralnick, M. J. (2019). Effective Early Intervention. Brookes Publishing.
  • Santos, M., & Brandão, T. (2020). Transdisciplinarity in early childhood intervention. European Journal of Special Needs Education, 35(3), 345–360.
  • Trivette, C. M., Dunst, C. J., & Hamby, D. W. (2021). Influences of family-centered intervention. Early Childhood Research Quarterly, 55, 1–12.

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