O sofrimento não faz parte da vida como algo natural ou necessário. Dizer que sofrer é “normal” é uma forma sutil de normalizar a dor, como se ela fosse um destino inevitável. Mas não é. A dor pode até existir em determinados momentos, porém ela não define quem somos nem o propósito da nossa existência.
Deus não nos criou para sofrer. Ele nos criou para a alegria, para a plenitude, para viver em paz. A felicidade não é um prêmio distante, é uma vocação. Mesmo diante do livre-arbítrio — que nos permite escolher caminhos, aprender e crescer — o desejo de Deus nunca foi o sofrimento humano. O livre-arbítrio explica escolhas, não justifica a dor como vontade divina.
Sofrer não é uma exigência espiritual, nem uma prova de mérito. Muitas vezes, é apenas o resultado de desequilíbrios, feridas, injustiças e escolhas que se afastam do amor. Normalizar o sofrimento é perigoso, porque nos faz aceitar aquilo que deveria ser transformado.
A vida foi pensada para florescer. Quando escolhemos o amor, o cuidado, a verdade e a compaixão, nos aproximamos do que Deus sonhou para nós. A felicidade não é negar a realidade, mas lembrar que a dor não é o plano final. O plano sempre foi a vida em abundância.


