Crime brutal, punição branda? Homem que matou com enxada é condenado à internação psiquiátrica em Marília

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Marília, SP — A cidade está em choque. Um crime bárbaro, digno dos piores pesadelos, terminou com uma decisão que muitos consideram inacreditável. O homem que assassinou uma mulher com golpes de enxada, em plena luz do dia, foi condenado não à prisão, mas à internação psiquiátrica. Isso mesmo: após ceifar uma vida de forma brutal, o réu foi considerado inimputável e seguirá para tratamento — longe das grades, longe da punição que a população esperava.

“Isso não é justiça. É um tapa na cara de quem acredita na lei”, desabafa uma moradora indignada.

O crime, que chocou até os policiais pela violência, agora ganha contornos de revolta. A vítima, uma mulher de 52 anos, a senhora Simone Vieira da Costa, que atuava junto a uma comunidade terapêutica, não teve chance de defesa. Foi atacada com uma enxada, instrumento de trabalho transformado em arma de morte. E agora, o autor do crime será tratado como paciente, não como criminoso.

Justiça ou impunidade?

A decisão judicial se baseia em laudos psiquiátricos que apontam transtornos mentais graves. Mas para muitos, isso não justifica o que parece ser uma fuga da responsabilidade penal. Afinal, quem garante que o autor não voltará às ruas? Quem responde pela dor da família da vítima?

“Se fosse meu parente, eu não aceitaria. Isso é impunidade disfarçada de cuidado”, comenta um comerciante local.

A cidade pede respostas

Nas redes sociais, o caso viralizou. Comentários inflamados, pedidos de revisão da sentença e até manifestações estão sendo organizadas. A população quer saber: até quando crimes brutais serão tratados com luvas de seda? Até quando a insanidade será argumento para escapar da punição?

O caso reacende o debate sobre os limites da inimputabilidade penal e o papel da justiça em proteger a sociedade. Porque, para muitos, quem mata com enxada não precisa de acolhimento — precisa de cadeia.

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