Beatriz Elissandra Marques Carvalho (foto em destaque), de 24 anos, presa em flagrante por filmar as torturas que fez contra um homem que conheceu em um bar de Ceilândia (DF), contou detalhes do crime. A agressora revelou que deu “uma surra de faca” na vítima, quando o homem começou a gritar por socorro.
Veja:
No vídeo (veja acima), a mulher parece não saber que está sendo filmada e conta tranquilamente, em ordem cronológica e detalhadamente, como foi a sessão de agressões contra a vítima.
Ela revelou que o homem já estava agitado antes mesmo de ser levado para dentro da residência e admitiu que deu um calmante forte para ele, mas que a medicação não fez efeito.
Agressora contou que imobilizou a vítima contra um cômodo do quarto, pisando no pescoço e no peito. Segundo ela, toda vez, que o homem tentava resistir e levantar, ela chutava a cabeça dele, que acabava arrastando violentamente contra o móvel, causando cortes.
De acordo com ela, mesmo ferido, o homem tentou pediu por socorro e a beliscou e foi, neste momento, que ela deu vários golpes de faca.
“Ele gritou cabuloso! Aí eu comecei a me revoltar e peguei uma camiseta para tampar a boca dele”, relatou.
No registro, a agressora mostrou com orgulho a roupa que usou para calar a vítima, com a frase “salvação ou condenação”, e ironizou dizendo que o homem foi “condenado”.
Quase no fim da tortura, Beatriz cobriu o homem com um lençol e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ainda no registro, ela apresentou o pano coberto de sangue e, mais uma vez, se vangloriou da ação:
“Isso [lençol] tá encharcado de sangue. Tem que sangrar mesmo”.
Ao final do vídeo, ela contou ainda que acredita ter sido “boa com a vítima torturada”, pois deu “até um travesseiro para ele deitar a cabeça”.
A prisão
A prisão ocorreu após a suspeita comparecer a Unidade de Pronto Atendimento I (UPA) de Ceilândia na quarta-feira (25) procurando pelo homem para “terminar de matá-lo”.
À Polícia Militar do DF, ela confessou o crime e exibiu vídeos e fotos no próprio celular onde aparecia torturando o homem com um isqueiro próximo ao pescoço dele.
Bastante alterada, ela admitiu ter tentado matar o homem e que o procurava para verificar se ele havia morrido. Caso contrário, Beatriz afirmou que “terminaria o serviço”.
Questionada sobre o local do crime, Beatriz indicou a própria residência, na QNM 6, em Ceilândia (DF). Os policiais deslocaram-se com a mulher até o imóvel, onde encontraram grande quantidade de sangue, além da faca utilizada na sessão de tortura.
Na casa da suspeita, a equipe também localizou documentos pessoais de terceiros, diversos cartões bancários e um notebook. As investigações revelaram ainda que alguns desses pertences são de outra vítima, que também teria sido dopada pela autora em 23 de fevereiro.
Vídeos em grupo do WhatsApp
Em depoimento, o dono de um bar da região afirmou que Beatriz costuma frequentar o estabelecimento dele para beber com outros clientes. Na ocasião, ela passou a ingerir bebida alcóolica com o homem que viria a torturar posteriormente.
Os dois deixaram o bar juntos e se dirigiram para a residência dela. Horas depois, o proprietário do comércio tomou conhecimento, por meio de vídeos em um grupo de WhatsApp, que o cliente em questão estava sendo torturado por Beatriz.
Diante disso, ele disse que se deslocou até a casa da suspeita para verificar a situação. Ao chegar, encontrou outras pessoas socorrendo a vítima, que estava com amarras nas mãos. Segundo ele, Beatriz tinha fugido do local.
O homem foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros (CBMDF) e encaminhado para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
O caso foi registrado na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) como roubo com restrição de liberdade da vítima e cárcere privado.
Fonte: Metrópoles


