Denúncia do vereador Nardi bate no paredão do MP e mais uma vez é silenciada

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MARILIA/SP- Mais uma denúncia feita pelo vereador Luiz Eduardo Nardi (Cidadania) contra atos da Prefeitura de Marília foi arquivada pelo Ministério Público, sem sequer abrir investigação. É a segunda vez em menos de um mês que o parlamentar aponta possíveis irregularidades e recebe como resposta um carimbo de arquivamento e um alerta contra “uso político” da Câmara.

A denúncia mais recente questionava gastos com aluguel de salas, hospedagens, coffee breaks e imóveis residenciais para secretários municipais. O pedido foi aprovado por unanimidade na Câmara, mas o MP entendeu que não havia “elementos mínimos” para justificar apuração. Segundo o promotor Rodrigo Molaro, o controle político cabe ao Legislativo, e não ao Ministério Público.

Paredão institucional?

A crítica que ecoa nas ruas é clara: se nem o MP se dispõe a investigar, quem fiscaliza o Executivo? O papel do Ministério Público é justamente zelar pelo interesse público e apurar indícios de má gestão. Quando denúncias graves são arquivadas sem ao menos uma investigação preliminar, o sentimento é de impunidade institucionalizada.

O alerta do promotor contra o “uso político” da instituição soa como um freio à atuação legítima de um vereador que cumpre seu papel de fiscalizar. E se há exagero ou motivação política, que se apure — mas arquivar sem investigar é negar o direito da população de saber a verdade.

Câmara silenciada

O recado é preocupante: denúncias que envolvem dinheiro público, contratos e privilégios não merecem sequer uma verificação? A Câmara pode recorrer, mas o desgaste já está feito. A sensação é de que o sistema se fecha em si mesmo, blindando o Executivo e desestimulando o controle externo.

Enquanto isso, a população assiste de longe, vendo denúncias baterem no paredão e escorregarem sem resposta. E o que deveria ser apuração vira silêncio — um silêncio que incomoda, que enfraquece a democracia e que deixa no ar a pergunta: quem vigia os vigilantes?

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