Por Cleber Lourenço
O inquérito que apura suspeitas envolvendo o Banco Master está na reta final. A afirmação foi feita nesta terça-feira (11) pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante coletiva de imprensa que apresentou o balanço das operações da corporação ao longo de 2025.
Segundo ele, a equipe responsável trabalha na consolidação das informações para encaminhar o relatório final ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso tramita sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Em janeiro, o magistrado concedeu prazo adicional de 60 dias para a conclusão das diligências.
“Estamos caminhando para um relatório final e dando encaminhamento a todos os achados, sem descartar nenhuma hipótese”, afirmou o diretor.
A investigação ganhou dimensão nacional após a prisão de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O inquérito analisa indícios de fraudes financeiras, emissão irregular de títulos e possíveis crimes contra o sistema financeiro.
Durante a coletiva, Andrei adotou tom cuidadoso ao falar sobre a origem das apurações, mas deixou um recado claro: o problema não teria surgido recentemente. De acordo com ele, as informações chegaram à PF por meio do fluxo institucional — do Banco Central à Procuradoria-Geral da República e, em seguida, à polícia — e já havia registros anteriores de alerta.
“O que percebemos é que havia outros alertas em outros momentos”, disse, ao ser questionado se gestões passadas da autoridade monetária teriam deixado de enfrentar irregularidades.
Sem apontar responsabilidades individuais, o diretor ressaltou que a apuração só foi formalizada após o encaminhamento feito pelo atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo Andrei, a decisão de levar o caso às instâncias competentes seguiu o que determina a legislação.
Ele também afirmou que a estratégia da Polícia Federal tem sido manter foco no objeto principal do inquérito, evitando dispersões que possam comprometer a conclusão técnica do relatório. Ao mesmo tempo, indicou que eventuais elementos paralelos identificados durante a investigação poderão gerar desdobramentos próprios.
Com o relatório em fase final de elaboração, caberá ao Supremo avaliar os próximos passos, inclusive eventual oferecimento de denúncia pela Procuradoria-Geral da República ou abertura de novas frentes investigativas.
Fonte: ICL Notícias


