da Redação do Portal GPN
Exclusivo: A Lupa do Portal GPN sobre o “Canibalismo Financeiro”
O que analistas políticos e econômicos agora chamam de “Risco Master” é a ponta de um iceberg que expõe como o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) deixou de ser um seguro para o poupador e tornou-se um “escudo” para banqueiros especuladores venderem investimentos de alto risco sob a máscara da segurança.
1. O Rombo do Século: O Caso Banco Master (2025-2026)
O epicentro da crise atual é a liquidação do Banco Master e de seu braço digital, o Will Bank, em janeiro de 2026.
- O Volume do Desastre: Estimativas apontam para um rombo de R$ 50 bilhões, mais que o dobro de qualquer outro caso na história do Brasil.
- A Tática: Especialistas apontam que o fundo foi usado como “garantia” para vender produtos “podres”. Ou seja, o banqueiro capta bilhões oferecendo taxas irreais, sabendo que, se a casa cair, o FGC (pago pelos outros bancos e, indiretamente, pelos correntistas) paga a conta.
- Impacto Humano: Mais de 800 mil credores ficaram à mercê do ressarcimento, enquanto o patrimônio real da instituição era alvo de investigações por fraude e manipulação de carteiras de crédito.
2. Cronologia da Voracidade (Os Antecedentes)
Os “canibais” não agem sozinhos; eles aproveitam as brechas de um sistema que premia a audácia criminosa.
- Bamerindus (1997): Ocupou o imaginário popular, custando R$ 3,7 bilhões ao fundo (cerca de R$ 20 bi corrigidos hoje).
- Cruzeiro do Sul (2012): Fraudes contábeis que deixaram um rombo de R$ 2,2 bilhões.
- BRK e PortoCred (2023-2025): Sinais de que as financeiras digitais estavam se tornando o novo “balcão de negócios” para especuladores.
| Instituição | Ano da Queda | Impacto Estimado (Valores da época) | Situação Atual |
| Banco Master | 2026 | R$ 40,6 Bilhões (Garantias) | Liquidação Extrajudicial |
| Banco Pleno | 2026 | R$ 1,7 Bilhão | Sob intervenção |
| Bamerindus | 1997 | R$ 3,7 Bilhões | Incorporado pelo HSBC |


