Editorial – A imbecilização da política nas redes sociais

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A política brasileira atravessa um momento de degradação estética e intelectual nas redes sociais. Chefes de Executivo, em vez de apresentarem projetos sérios e soluções concretas para os problemas da população, preferem investir em marketing chuleiro, recheado de coreografias ensaiadas, esquetes medíocres e roteiros de criatividade desprezível.

O espetáculo da mediocridade
O que deveria ser espaço de prestação de contas e debate público virou palco de peças apelativas, sem conteúdo inteligente, quase sempre com a intenção de arrancar risadas fáceis. O resultado é perverso: políticos tratam cidadãos como se fossem idiotas, reduzindo a política a entretenimento barato.

A tragédia transformada em piada
Enquanto a população enfrenta crises de saúde, transporte, educação e segurança, os governantes se dedicam a produzir vídeos caricatos, danças ensaiadas e memes. É como se a tragédia cotidiana fosse pano de fundo para o marketing político. A dor do povo vira figurino para a autopromoção.

O risco para a democracia
Essa imbecilização da política não é apenas ridícula — é perigosa.

Ela desvia o foco dos problemas reais.

Normaliza a superficialidade como forma de governar.

Enfraquece a democracia, ao transformar o eleitor em plateia passiva de um espetáculo grotesco.

Até quando vamos achar graça na tragédia? Até quando aceitaremos que políticos eleitos transformem a dor da cidade em roteiro de marketing? A política não pode ser sequestrada pela mediocridade das redes sociais. O povo merece respeito, inteligência e soluções — não dancinhas ensaiadas e esquetes ridículas.

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