Editorial| Agora é a vez do povo: por deputados que representem sua cidade de verdade

Compartilhe:

Chega de dinastias políticas que tratam o mandato como herança de família. Chega de reinados que se perpetuam a cada quatro anos, sustentados por alianças de conveniência, contratos fantasmas e cestas básicas distribuídas como moeda de troca. Sua cidade não precisa de mais um sobrenome famoso no Congresso — precisa de representantes que conheçam a realidade das ruas, das periferias, dos guetos, das comunidades esquecidas.

A farsa eleitoral que se repete

Todo ciclo eleitoral é um teatro. Tapinhas nas costas, promessas vazias, sorrisos ensaiados. O povo mais pobre, explorado e ignorado pelos órgãos públicos, só é lembrado quando vira estatística de voto. Dezenas de milhares de cestas básicas distribuídas com “legitimação de araque” no período pré-eleitoral — e nada acontece. Cabos eleitorais contratados com dinheiro público em esquemas que só servem para aliciar votos. Tudo passa impune, tudo segue incolume.

Enquanto isso, o banquete dos poderosos

Nas mesas fartas dos que se dizem representantes, há pratos Oxford, talheres de prata, copos de cristal e bebidas de gente milionária. Para o povo? Nem as migalhas. A cada eleição, perpetua-se uma linhagem de nobres que nunca pisaram num bairro periférico, nunca conversaram com um microempreendedor, nunca ouviram um servidor público da base. Vivem presos à conveniência, à tradição, à solidão do poder.

Deputados de verdade nascem do povo

É hora de virar o jogo. Deputado estadual e federal deve ser alguém que conhece a luta diária — o trabalhador, o pequeno empreendedor, o servidor público que vive com dignidade e não com privilégios. Gente que não vê o mandato como trono, mas como ferramenta de transformação. Gente que não tem amigos de interesse, mas aliados de causa.

A sua cidade precisa de compromisso, não de sobrenome

A cidade clama por representantes que tenham compromisso com sua gente, não com suas dinastias. Que defendam os invisíveis, os esquecidos, os banidos da mesa do poder. Que não se vendam por cargos, favores ou alianças. Que tenham coragem de enfrentar o sistema e devolver ao povo o que é do povo.

Agora é a vez. A vez dos simples, dos humildes, dos que não têm pedigree político, mas têm propósito.

Outras Notícias

Domínio Global Consultoria Web