A Prefeitura de Marília anunciou um investimento de R$ 93 milhões para a construção de uma avenida que ligará os bairros nobres da cidade de ponta a ponta. O projeto, apresentado como símbolo de modernidade e mobilidade urbana, escancara uma inversão de valores: enquanto os setores mais ricos recebem infraestrutura de primeira linha, as favelas seguem abandonadas, com acesso precário e restrito.
Realidade das Favelas
Há ao menos 10 favelas em Marília, onde moral 10 mil cidadãos marilienses, esquecidos pela prefeitura.
- Ruas estreitas e sem pavimentação.
- Ausência de transporte público eficiente.
- Moradores enfrentam dificuldades diárias para acessar serviços básicos.
Essa precariedade urbana não é apenas um problema de mobilidade, mas um retrato da desigualdade social que marca o município.
O Contraste Cruel
- R$ 93 milhões para uma avenida que atenderá principalmente os bairros nobres.
- Comunidades periféricas continuam sem saneamento, pavimentação e transporte decente.
- O luxo de poucos contrasta com a invisibilidade de milhares.
Vozes da Crítica
A decisão da Prefeitura revela uma lógica de gestão que privilegia o espetáculo e o conforto das elites, enquanto ignora a urgência da inclusão urbana.
- A avenida será um cartão-postal para os ricos.
- As favelas permanecem como territórios esquecidos, sem acesso digno à cidade.
Inversão de Valores
O investimento milionário em infraestrutura voltada para os bairros nobres reforça a desigualdade e perpetua a exclusão.
- Mobilidade urbana deveria ser direito universal, não privilégio de quem mora em áreas valorizadas.
- A cidade que se ilumina e se moderniza para alguns, apaga e marginaliza outros.
Essa crítica expõe como a política urbana de Marília prioriza o luxo em detrimento da dignidade. O verdadeiro progresso não está em avenidas largas e asfaltadas para poucos, mas em garantir que todos tenham acesso decente à cidade.


