Editorial| Avenida do Café: o retrato de uma cidade que precisa escolher entre estagnação e futuro

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DA REDAÇÃO DO PORTAL GPN RIBEIRÃO PRETO

A proposta apresentada pela Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) para requalificação da Avenida do Café não é apenas um estudo técnico. É um alerta. A avenida, que deveria ser símbolo de mobilidade e desenvolvimento, hoje escancara os problemas de uma cidade que cresce sem planejamento e que insiste em conviver com gargalos urbanos que travam a economia e a vida cotidiana.

Mobilidade que não anda

O corredor de ônibus, construído para ser solução, tornou-se um espaço subutilizado. Linhas com baixa frequência, esperas de até duas horas no período noturno e integração precária revelam um transporte coletivo que não atende quem mais precisa. É inadmissível que uma via tão estratégica continue refém da ineficiência, penalizando trabalhadores, estudantes e comerciantes.

Comércio sufocado

A redução de retornos e a sinalização confusa não são apenas falhas de engenharia urbana: são golpes diretos na economia local. Cada cliente que desiste de acessar a avenida é um prejuízo para o comércio. E cada comerciante que perde movimento é um elo enfraquecido na cadeia econômica da cidade. Ribeirão Preto não pode se dar ao luxo de estrangular seus próprios empreendedores.

Segurança negligenciada

A proximidade com a USP e o circuito de bares e restaurantes transforma a Avenida do Café em um polo de vida noturna. Mas a iluminação precária e a sensação de insegurança afastam moradores e visitantes. A proposta de instalar lâmpadas de LED e integrar câmeras privadas ao sistema público não é luxo: é necessidade básica.

O que está em jogo

A Avenida do Café é mais do que uma via. É um termômetro da capacidade de Ribeirão Preto de se reinventar. Ignorar os problemas é perpetuar uma cidade desigual, onde o transporte público não funciona, o comércio perde força e a insegurança dita o ritmo da vida urbana.

A Prefeitura tem diante de si uma escolha clara: agir com coragem e planejamento ou assistir à decadência de um dos principais eixos da cidade. O futuro de Ribeirão Preto passa pela Avenida do Café. E o tempo para decidir é agora.

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