/EDITORIAL/ Bebidas envenenadas: lucro fácil, mortes anunciadas — cadeia para os assassinos!

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Foto: Ação enérgica da polícia apreende bebidas contaminadas

O Brasil está diante de uma tragédia silenciosa e revoltante: mais de 225 casos de intoxicação por metanol, com 15 mortes confirmadas até agora (dados da imprensa) . A maioria esmagadora dos casos está em São Paulo, epicentro de uma prática criminosa que mistura ganância, falsificação e desprezo pela vida humana.

Não se trata de acidente. Não se trata de erro técnico. É assassinato disfarçado de comércio.

Maus comerciantes, movidos pela ambição do lucro fácil, estão comprando bebidas falsificadas, muitas vezes vendidas como marcas famosas a preços irrisórios, e servindo veneno aos seus próprios clientes — aqueles que frequentam o botequim toda semana, que confiam, que prestigiam a “casa”. Mas para esses marginais, o vil metal vale mais do que a fidelidade de um amigo cliente.

O metanol, substância industrial usada em solventes e combustíveis, não tem cheiro, não tem gosto, não tem cor. É traiçoeiro. E quando ingerido, destrói o fígado, cega, paralisa, mata. Misturá-lo em bebidas e vendê-las como legítimas é uma aberração da miséria humana, um ato de crueldade que exige punição severa e imediata.

É preciso que os deputados federais aprovem com urgência leis que tornem esse crime hediondo. Que a adulteração de bebidas com substâncias tóxicas seja equiparada ao homicídio doloso. Que a pena mínima seja de 30 anos de prisão. Porque quem brinca com a vida alheia não merece liberdade — merece justiça.

A desculpa de que o metanol foi usado para “higienizar garrafas” é uma piada de mau gosto. Não cola. Não convence. Não explica 225 vítimas. Isso é uma rede criminosa, uma cadeia de falsificadores, atravessadores e comerciantes sem escrúpulos que devem ser identificados, julgados e presos.

Que a sociedade não se cale. Que os consumidores exijam nota fiscal, desconfiem de preços baixos, denunciem embalagens suspeitas. Que os bares, distribuidoras e adegas sejam fiscalizados com rigor. E que os culpados sejam punidos com o peso da lei.

Porque a vida humana não pode ser trocada por um gole de veneno.

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